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Histórias da Bíblia - Parte II
21-Nov-2023
By:Sid Castro
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13. A ressurreição dos mortos
Uma das histórias mais impressionantes da Bíblia é a ressurreição dos mortos após a crucificação de Jesus Cristo.
Não, não é um episódio parecido com The Walking Dead.
Segundo o evangelho de Mateus, muitos corpos de santos que dormiam se levantaram e, saindo dos túmulos, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.
Em primeiro lugar, é preciso entender que esses mortos não eram zumbis nem fantasmas. Eram pessoas reais que tinham morrido na fé em Deus e que receberam de volta a vida.
Eles não estavam em decomposição nem tinham feridas. Eles tinham corpos glorificados, semelhantes ao de Jesus após a sua ressurreição.
Ao morrer na cruz, Jesus pagou o preço pelos pecados de toda a humanidade e abriu o caminho para a salvação.
Ao ressuscitar, ele demonstrou o seu poder sobre a morte e garantiu a ressurreição de todos os que creem nele.
Os mortos que saíram dos túmulos foram as primícias dessa ressurreição, um testemunho da glória futura dos salvos.
Ao permitir que esses mortos entrassem na cidade santa e aparecessem a muitos, Deus quis mostrar o seu amor e a sua misericórdia.
Ele quis fortalecer a fé dos discípulos e dos demais seguidores de Jesus, que estavam abalados com a sua morte.
Ele quis revelar o seu plano de salvação e de restauração para o seu povo.
14. A possessão demoníaca do homem gadareno
Uma das histórias da Bíblia mais assustadoras é a da possessão demoníaca do homem gadareno, que vivia nos sepulcros, gritava pela cidade e se cortava com pedras.
Esse homem sofria há muito tempo com essa terrível condição, que o impedia de ter uma vida normal e digna.
Ele era rejeitado pela sociedade e vivia isolado entre os mortos.
Um dia, Jesus chegou à região dos gadarenos, do outro lado do mar da Galileia. Ele desceu do barco e foi logo abordado pelo homem possesso, que correu em sua direção e se prostrou diante dele.
O homem reconheceu que Jesus era o Filho de Deus e implorou que ele não o atormentasse.
Jesus perguntou ao homem qual era o seu nome, e ele respondeu: “Legião, porque somos muitos”.
De fato, o homem estava possuído por uma legião de demônios, que tinham um grande poder sobre ele.
Jesus ordenou aos demônios que saíssem do homem e entrassem em uma manada de porcos que estava pastando ali perto.
Os demônios obedeceram e entraram nos porcos, que se precipitaram pelo despenhadeiro e se afogaram no mar.
O homem ficou livre da possessão e recuperou a sua sanidade.
Ele vestiu-se e sentou-se aos pés de Jesus, admirado e agradecido pelo que ele tinha feito.
15. O sacrifício de Isaac
Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia é o sacrifício de Isaac. Deus pediu a Abraão que oferecesse seu filho único como prova de sua fé.
Abraão obedeceu e levou Isaac ao monte Moriá. Lá, ele preparou o altar e amarrou o menino.
Quando estava prestes a matá-lo, um anjo apareceu e impediu o ato.
O anjo disse que Deus estava satisfeito com a fidelidade de Abraão e lhe deu uma ovelha para sacrificar em vez de Isaac.
Assim, Abraão demonstrou sua confiança em Deus e recebeu sua bênção.
16. O casamento de Tobias ameaçado pelo demônio Asmodeu
Uma das histórias da Bíblia que mais impressiona é o casamento de Tobias e Sara.
Eles enfrentaram um grande perigo: o demônio Asmodeu, que matou os sete maridos anteriores de Sara.
Mas eles contaram com a ajuda de Rafael, um anjo enviado por Deus.
Rafael acompanhou Tobias em sua viagem para a Terra Média, onde vivia Sara.
Ele ensinou Tobias a preparar um remédio com o fígado e o coração de um peixe, que tinha o poder de afastar o demônio.
Ele também orientou Tobias a orar com Sara na noite de núpcias, pedindo a Deus que os abençoasse.
Quando Tobias e Sara se casaram, Asmodeu tentou atacá-los, mas foi repelido pelo remédio e pela oração.
Ele fugiu para o Egito, onde Rafael o prendeu.
Assim, Tobias e Sara puderam viver felizes e em paz, graças à intervenção do anjo.
OBS: Essa passagem está num livro dito por alguns como sendo bíblico mas não está incluido na Bíblia por veracidade duvidosa, trata-se do Livro de Tobias onde esse anjo Rafael se intitula "um dos sete anjos que apresentam as orações dos justos e têm lugar diante da majestade do Senhor". Se é verídico ou não, saberemos na glória.
17. A poligamia de Jacó
Jacó foi um dos patriarcas de Israel, filho de Isaque e Rebeca.
Ele se apaixonou por Raquel, filha de Labão, e trabalhou sete anos para se casar com ela.
Porém, na noite de núpcias, Labão enganou Jacó e lhe deu Lia, sua filha mais velha, em vez de Raquel.
Jacó teve que trabalhar mais sete anos para ter Raquel como esposa.
Lia e Raquel eram irmãs, mas tinham personalidades e aparências diferentes. Lia tinha olhos fracos, mas era fértil e deu a Jacó seis filhos e uma filha.
Raquel era formosa e graciosa, mas era estéril e sofria por não dar filhos a Jacó. Ela invejava Lia e competia com ela pelo amor de Jacó.
Um dia, Raquel deu a Jacó sua serva Bila, para que ela tivesse filhos em seu lugar. Bila teve dois filhos com Jacó.
Lia, vendo que tinha deixado de engravidar, também deu a Jacó sua serva Zilpa, que teve mais dois filhos com ele.
Finalmente, Deus abriu o ventre de Raquel e ela teve dois filhos com Jacó: José e Benjamim.
Assim, Jacó teve doze filhos com quatro mulheres diferentes. Esses filhos se tornaram os pais das doze tribos de Israel.
A poligamia de Jacó trouxe muitos problemas para sua família, como ciúmes, rivalidades e conflitos.
Deus não aprovava essa prática, mas usou sua graça para abençoar Jacó e cumprir suas promessas.
18. A traição de Judas Iscariotes
Uma das histórias mais tristes e dramáticas da Bíblia é a traição de Judas Iscariotes.
Ele foi um dos doze apóstolos de Jesus, mas se tornou o seu traidor por trinta moedas de prata.
Neste capítulo, vamos ver como aconteceu essa traição e quais foram as suas consequências.
Judas Iscariotes era o tesoureiro dos apóstolos. Mas ele também roubava parte do dinheiro para si mesmo.
Além disso, ele não entendia o verdadeiro propósito de Jesus. Esperava que Jesus fosse um líder político que libertaria Israel dos romanos.
Por isso, quando Jesus entrou em Jerusalém na semana da Páscoa, Judas ficou decepcionado.
Ele viu que Jesus não tinha intenção de se tornar um rei terreno. Então, ele resolveu trair Jesus e entregá-lo aos seus inimigos.
Ele foi até os líderes religiosos judeus e se ofereceu para entregar Jesus. Eles concordaram e lhe deram trinta moedas de prata, o preço de um escravo.
A última ceia
Na noite da última ceia, Jesus revelou aos seus discípulos que um deles o trairia. Disse que era aquele que mergulhasse o pão no prato com ele.
Judas fez isso e Jesus lhe disse para fazer logo o que tinha que fazer. Os outros discípulos não entenderam o que estava acontecendo.
Judas saiu da ceia e foi até os soldados que estavam procurando por Jesus.
O apóstolo combinou com os soldados um sinal para identificar Jesus. Ele o beijaria na face.
Assim, ele levou os soldados até o jardim do Getsêmani, onde Jesus estava orando com os seus discípulos.
Judas se aproximou de Jesus e o beijou, dizendo: “Mestre”. Imediatamente, os soldados prenderam Jesus e o levaram para ser julgado.
Judas viu que Jesus não reagiu à prisão e não usou o seu poder para se livrar dos seus inimigos.
Ele percebeu que tinha cometido um grande erro e se arrependeu do que tinha feito.
Tentou devolver as trinta moedas de prata, mas os líderes religiosos recusaram e disseram que Judas era responsável pelo seu próprio pecado.
O traidor ficou desesperado e não viu outra saída a não ser tirar a sua própria vida.
Ele jogou as moedas no templo e saiu para se enforcar em um campo. Assim, ele morreu como um traidor e um suicida.
19. A maldição de Noé e a escravidão
Uma das histórias mais intrigantes da Bíblia é a maldição de Noé sobre seu filho Cam, que viu a nudez de seu pai bêbado e zombou dele, condenando seus descendentes à escravidão.
Essa história está registrada em Gênesis 9:18-29 e levanta muitas questões sobre a justiça e a graça de Deus.
Noé foi um homem justo que obedeceu a Deus e construiu uma arca para salvar sua família e os animais do dilúvio.
Depois que as águas baixaram, Noé plantou uma vinha e se embriagou com o vinho.
Ele ficou nu dentro de sua tenda e seu filho Cam o viu e contou aos seus irmãos, Sem e Jafé, com desprezo.
Sem e Jafé, porém, agiram com respeito e cobriram a nudez de seu pai sem olhar para ele.
Quando Noé acordou e soube o que Cam tinha feito, ele amaldiçoou Canaã, o filho de Cam, dizendo que ele seria servo dos seus irmãos.
Essa maldição tem sido usada ao longo da história para justificar a escravidão e o racismo contra os povos africanos, que supostamente seriam descendentes de Cam. No entanto, essa interpretação é errada.
A maldição de Noé não foi sobre Cam, mas sobre Canaã, que era o pai dos cananeus, um povo que habitava a terra prometida a Abraão e seus descendentes.
Os cananeus eram idólatras e foram julgados por Deus quando os israelitas conquistaram a terra sob a liderança de Josué.
A sentença de Noé também não foi uma profecia divina, mas uma expressão de sua ira e decepção com o comportamento de seu filho.
Noé não tinha autoridade para determinar o destino dos povos, mas apenas para pronunciar as consequências naturais de suas ações.
Espiritualmente, essa passagem mostra três tipos de habitantes neste mundo:
- da descendência de Sem vieram o povo de Deus, os escolhidos;
- de Jafé aqueles que Jesus chamava de "outro povo" os gentios predestinados;
- de Cam originaram os filhos do diabo pelos quais ele atua nesta terra.
Essa já é uma outra história sobre "eleição e predestinação" que você encontra neste site clicanco aqui.
20. A vingança de Sansão contra os filisteus
Sansão, um dos mais famosos juízes do Antigo Testamento da Bíblia, ganhou fama por sua força sobre-humana. Ele era o Hércules hebraico.
Sua vingança contra os filisteus é um dos episódios mais marcantes de sua vida.
Sansão se apaixonou por uma mulher filisteia, Dalila.
Os líderes filisteus descobriram o ponto fraco de Sansão, que residia em seus cabelos, os quais nunca haviam sido cortados.
Persuadiram Dalila a descobrir o segredo de sua força, prometendo uma grande recompensa em troca.
Dalila usou sua astúcia e persistência para extrair a verdade de Sansão. Ele revelou que sua força vinha dos cabelos, e que se fossem cortados, ele a perderia.
Dalila esperou até que Sansão estivesse dormindo em seu colo e então chamou um homem para cortar seus cabelos. Ao fazer isso, a força de Sansão se foi.
Os filisteus prenderam Sansão, cegaram seus olhos e o levaram para Gaza, onde ele foi forçado a girar uma roda de moinho em uma prisão.
No entanto, seus cabelos começaram a crescer novamente.
Em uma ocasião especial, os filisteus trouxeram Sansão para uma festa em seu templo, onde zombaram dele.
Sansão pediu a um servo que o guiasse até as colunas principais do templo para que pudesse se apoiar nelas.
Lá, ele orou a Deus, pedindo força pela última vez.
Com um último ato de força sobre-humana, Sansão empurrou as colunas, derrubando o templo e matando a si mesmo e todos os filisteus presentes.
21. A violação de Diná, filha de Jacó
Uma das histórias mais sombria da Bíblia revela a violação de Diná, filha de Jacó, pelos habitantes de Siquém.
Indignados com esse ato, os irmãos de Diná arquitetaram um plano enganoso para se vingarem, resultando no massacre dos habitantes da cidade.
Diná, uma jovem inocente, foi levada pelo filho do líder da cidade, também chamado Siquém, contra sua vontade.
O ato terrível desencadeou a ira e o desejo de vingança nos corações de seus irmãos. Eles decidiram agir, planejando uma estratégia ardilosa.
Os irmãos de Diná concordaram em permitir que Siquém e seus compatriotas se casassem com suas filhas, com uma condição: todos os homens da cidade deveriam ser circuncidados.
Com a perspectiva de se casarem com mulheres de Jacó, os habitantes de Siquém concordaram e se submeteram ao ritual.
Enquanto os homens da cidade estavam se recuperando da cirurgia, os irmãos de Diná atacaram Siquém e seus aliados, sem piedade.
O massacre resultou na morte de todos os homens da cidade, como um ato de vingança pelo que haviam feito a Diná.
22. A adoração do bezerro de ouro pelos israelitas no deserto
Uma história trágica nas Escrituras revela a adoração do bezerro de ouro pelos israelitas no deserto, provocando a ira de Deus.
Moisés, indignado, quebrou as tábuas da lei e ordenou o extermínio dos idólatras.
Após a libertação do Egito, os israelitas vagavam pelo deserto, enfrentando provações e dificuldades.
Em um momento de fraqueza espiritual, eles pediram a Arão, irmão de Moisés, que fizesse um ídolo para adorar. Arão cedeu à pressão do povo e moldou um bezerro de ouro.
Quando Moisés desceu do monte Sinai com as tábuas da lei, ele ficou chocado ao presenciar a adoração ao bezerro de ouro.
Furioso, lançou as tábuas ao chão, quebrando-as em pedaços. Moisés também tomou medidas drásticas para mostrar a gravidade da situação.
Ele convocou os levitas, tribo sacerdotal, para executar um julgamento divino.
Com a espada em punho, eles atravessaram o acampamento, punindo implacavelmente aqueles que persistiam na idolatria.
O extermínio foi uma resposta enérgica à desobediência e ao desrespeito a Deus.
23. A décima praga e a morte dos primogênitos do Egito
Uma das histórias mais impactantes da Bíblia relata a décima praga enviada por Deus, na qual os primogênitos do Egito foram mortos, resultando na libertação dos israelitas da escravidão do faraó.
Após uma série de nove pragas, o faraó continuou a resistir à liberação do povo de Israel.
Então, Deus enviou a décima e mais terrível praga: a morte de todos os primogênitos egípcios, desde o primogênito dos nobres até o dos animais.
Naquela noite fatídica, os israelitas receberam instruções para marcar as portas de suas casas com o sangue de um cordeiro sacrificado.
Quando o anjo da morte passou pelo Egito, ele “passou por cima” das casas marcadas, poupando os primogênitos israelitas.
A devastação e o lamento permearam o Egito quando a praga atingiu todas as casas sem o sinal protetor.
O faraó, tomado pela dor e pelo medo, finalmente permitiu que os israelitas partissem, liberando-os da escravidão.
24. A tentação de Jesus no deserto pelo Diabo
Uma das histórias mais marcantes da Bíblia relata a tentação de Jesus no deserto, onde o Diabo ofereceu-lhe poder e glória em troca de sua adoração.
Após um período de quarenta dias de jejum, Jesus estava fraco e faminto quando o Diabo se aproximou.
O tentador propôs três tentações, buscando desviar Jesus de sua missão divina.
Primeiro, o Diabo desafiou Jesus a transformar pedras em pães, para saciar sua fome.
Em resposta, Jesus afirmou que o homem não vive apenas de pão, mas de cada palavra que sai da boca de Deus.
Em seguida, o Diabo levou Jesus ao topo do templo e o instigou a se lançar dali, desafiando-o a confiar na proteção divina.
Jesus respondeu que não devemos testar a Deus, mas confiar em Sua vontade.
Por fim, o Diabo mostrou a Jesus todos os reinos do mundo e ofereceu-lhe poder e glória se Ele se prostrasse e o adorasse.
Jesus repreendeu o Diabo, declarando que apenas Deus deve ser adorado.
25. Os quatro cavaleiros do Apocalipse e o fim dos tempos
No livro do Apocalipse, encontramos uma visão que descreve os quatro cavaleiros como precursores do fim dos tempos. Cada cavaleiro representa uma figura simbólica e traz consigo consequências impactantes:
Os quatro cavaleiros do Apocalipse são interpretados como sinais ou eventos que ocorrerão nos tempos finais, indicando o juízo e a purificação que precedem o fim do mundo, de acordo com a teologia cristã.
Como vocês podem ver provavelmente muitos filmes de terror e até de ficção científica podem ter origem bíblica e moldados conforme a mente insana ou não de seus criadores. Mas o fato é que:
Deus não criou o mal, o mal é o resultado da falta de Deus no coração da humanidade!
Graça e Paz!
Toni Campos
(Fonte: Segredos do Mundo)
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