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Os Três Caminhos de Abraão
16-Mar-2026
By: Toni Campos
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Num jardim silencioso o sol declinava, tingindo o céu de dourado, e o vento leve parecia convidar à conversa.
Sob a sombra de uma oliveira milenar, três homens se encontraram.
O ar parecia suspenso, como se o próprio tempo aguardasse suas palavras.
Elias, o judeu, segurava um livro antigo.
Omar, o islâmico, trazia consigo um tapete de oração dobrado.
Mateus, o cristão, carregava um pequeno crucifixo no bolso.
Sentaram-se sob uma oliveira e, após alguns instantes de silêncio, Elias falou:
— Nós, judeus, descendemos de Abraão pela linhagem de Israel. A Torá é nossa lei, nossa raiz. Cristo, para nós, não passa de um homem comum, até blasfemo, que desviou muitos. O verdadeiro Messias ainda virá, e sua glória será incontestável.
Omar, o islâmico, interrompeu com voz grave:
— E nós, muçulmanos, somos filhos de Ismael, também descendente de Abraão. Não reconhecemos Cristo como filho de Deus. Ele foi apenas um profeta menor. O Alcorão é nossa guia, revelado ao Profeta Muhammad, e nele está a verdade pura.
Mateus, o cristão, ergueu o crucifixo e replicou:
— Mas é justamente aí que vos enganais. Cristo é o Filho de Deus, enviado para morrer pelos pecados da humanidade. Ele não foi um homem comum, mas o Salvador. Sem ele, não há redenção.
O silêncio inicial se rompeu como vidro. Elias ergueu a voz:
— Como podeis chamar de Salvador aquele que morreu como um criminoso? O Messias verdadeiro não viria para ser humilhado, mas para reinar!
Mateus rebateu com ardor:
— Foi na humilhação que se revelou o amor divino! A cruz não é derrota, é vitória! Ele se fez homem para salvar homens.
Omar interrompeu, quase cortando o ar:
— Idolatria! Como podeis adorar um homem como Deus? O Criador é único, sem filhos, sem igual. Vossa fé é como um espelho quebrado: reflete fragmentos, mas não a verdade inteira.
Elias, inflamado, replicou:
— E vós, que seguis Ismael, esquecem que a promessa foi feita a Israel! A Torá é a raiz da árvore, e sem raiz não há fruto.
Mateus ergueu a mão, como quem segura uma tocha:
— Mas o fruto já veio! Cristo é a luz que atravessa as folhas desta oliveira. Negá-lo é permanecer na sombra.
Omar, com voz firme, respondeu:
— A luz que seguis é fogo que queima. O Alcorão é o rio que corre, puro e eterno. Não precisamos de cruz, precisamos de submissão ao Único.
As palavras se chocavam como espadas.
Cada metáfora era um golpe, cada interrupção uma defesa.
O jardim, antes sereno, parecia vibrar com a intensidade da disputa.
Nenhum cedia, nenhum se deixava convencer.
Por fim, o silêncio caiu novamente.
Elias fechou seu livro, Omar guardou o tapete, Mateus beijou o crucifixo.
O sol desapareceu atrás das colinas, e os três homens se levantaram.
Não haviam convencido uns aos outros, mas haviam se compreendido.
E isso, naquele instante, era suficiente.
Não houve acordo, mas houve encontro. Cada um partiu com sua fé intacta, suas convicções reforçadas.
E a oliveira permaneceu, testemunha silenciosa de três caminhos que jamais se cruzariam, mas que sempre se tocariam na raiz comum: Abraão.
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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