TEMAS
Êxodo
23-Jan-2026
By: Toni Campos
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Vozes da Libertação
Vivemos em um tempo em que as correntes já não são de ferro, mas de medo, desigualdade e indiferença.
O Êxodo, narrado há milênios, continua sendo mais do que uma história antiga: é um espelho que reflete nossas próprias lutas por liberdade, justiça e dignidade.
Assim como os hebreus clamaram no silêncio da opressão, também hoje multidões levantam suas vozes contra sistemas que esmagam e contra poderes que endurecem o coração.
O chamado de Deus a Moisés diante da sarça ardente ecoa em cada pessoa que se levanta para dizer:
— “Não temais, o Senhor pelejará por vós.”
O Clamor do Povo
O povo gemia sob o peso das correntes, suas mãos calejadas moldando tijolos para erguer palácios que não lhes pertenciam.
O sol ardia sobre suas costas, e o clamor subia como fumaça invisível.
— “Até quando, Senhor, suportaremos o jugo de Faraó?”, murmurava uma mãe, embalando seu filho.
E no silêncio da noite, uma voz ecoava suave:
— “Eu ouvi o clamor do meu povo.”
A Sarça Ardente – O Chamado
No deserto, Moisés conduzia o rebanho, quando seus olhos se fixaram em algo impossível: uma sarça ardia em chamas, mas não se consumia.
Aproximou-se, hesitante, e ouviu:
— “Moisés, Moisés!” Ele respondeu:
— “Aqui estou.”
A voz prosseguiu:
— “Tira as sandálias, pois o lugar em que estás é santo. Vai, liberta o meu povo.”
Moisés, trêmulo, replicou:
— “Quem sou eu para enfrentar Faraó?”
E a resposta veio firme:
— “Eu estarei contigo.”
O Confronto com Faraó
No palácio, o brilho do ouro contrastava com a dureza do coração de Faraó.
Moisés e Arão se apresentaram diante do trono.
— “Assim diz o Senhor: deixa ir o meu povo.”
Faraó ergueu o queixo com desdém:
— “Quem é o Senhor para que eu obedeça?”
O silêncio foi quebrado por uma voz invisível que ecoou nos corredores:
— “Conhecerás o meu poder.”
As Dez Pragas – O Embate Divino
A primeira praga transformou o Nilo em sangue.
O povo egípcio olhava horrorizado para o rio que sustentava sua vida.
— “Retira isto de mim, e eu deixarei o povo ir”, implorou Faraó.
Moisés respondeu:
— “Cumpre tua palavra, ó rei.”
Mas quando as águas voltaram ao normal, o coração de Faraó se endureceu novamente.
Vieram rãs, piolhos, moscas, pestes e úlceras. Cada golpe era um aviso, cada praga um sinal.
— “Moisés, pede ao teu Deus que retire esta desgraça”, suplicava Faraó.
— “Então deixarás o povo ir?”, perguntava Moisés.
— “Sim, sim!”, dizia o rei, mas logo sua promessa se desfazia como areia ao vento.
A escuridão cobriu o Egito como um manto pesado.
— “Não vejo o sol, não sinto a luz!”, gritavam os egípcios.
No entanto, nas casas dos hebreus havia claridade.
— “O Senhor distingue entre nós e eles”, murmurava um hebreu, com esperança renovada.
A Noite da Libertação – A Páscoa
Na noite da Páscoa, o sangue do cordeiro foi passado nas portas.
Uma criança perguntou ao pai:
— “Por que fazemos isso?”
O pai respondeu:
— “Com este sinal, seremos poupados.”
E Deus disse:
— “Quando eu vir o sangue, passarei adiante.”
O silêncio da noite foi quebrado pelo choro dos egípcios, pois a morte visitara suas casas.
A Travessia do Mar Vermelho
Faraó, finalmente, cedeu.
— “Saiam! Levem seus filhos, seus rebanhos, e adorem o vosso Deus.”
O povo partiu apressado, o pão sem fermento em suas mãos, os olhos brilhando de esperança.
— “É o início da liberdade”, disse Moisés, guiando-os para fora das muralhas.
Mas logo o rugido dos carros de guerra ecoou atrás deles.
— “Moisés, nos trouxeste para morrer aqui?”, clamou o povo, encurralado entre o mar e os exércitos.
Moisés ergueu o cajado e declarou:
— “Não temais! O Senhor pelejará por vós.”
E Deus ordenou:
— “Estende a mão sobre o mar.”
O vento soprou forte, e as águas se dividiram como muralhas.
O povo atravessou em terra seca, cada passo marcado pela incredulidade e pela fé.
— “Olhem!”, gritava uma criança, apontando para os muros líquidos que se erguiam ao lado.
— “O Senhor abriu caminho no impossível.”
Os egípcios seguiram atrás, mas o mar se fechou sobre eles. O estrondo das águas engoliu carros e cavaleiros.
— “O cavalo e o cavaleiro lançou no mar!”, exclamou Miriam, levantando o tamborim.
O povo respondeu em coro:
— “O Senhor é a nossa força e salvação.”
O Cântico da Vitória
Na margem, o povo cantou.
Moisés ergueu a voz:
— “Cantemos ao Senhor, pois triunfou gloriosamente.”
Miriam conduziu as mulheres em dança, e o som dos tamborins ecoou como celebração da vitória.
— “O Senhor é guerreiro, o Senhor é o seu nome!”, proclamaram juntos.
O deserto se estendia diante deles, mas a liberdade era real.
— “Não temos mais correntes, não temos mais chicotes”, disse um jovem hebreu, olhando para o horizonte.
— “Temos o Senhor que nos guia.”
O povo, ainda trêmulo, compreendeu que a jornada seria longa, mas a promessa era maior.
— “Ele nos tirou do Egito com mão poderosa”, disse Moisés.
— “E nos conduzirá até a terra que jurou a nossos pais.”
Assim, o cântico da vitória se tornou memória viva.
Cada voz, cada tamborim, cada passo no deserto era testemunho de que o Deus que ouviu o clamor dos escravos é o mesmo que abre mares e transforma lágrimas em cânticos.
O Êxodo hoje
Nos dias de hoje, o mar que precisamos atravessar não é apenas de águas, mas de preconceitos, crises sociais e barreiras invisíveis que se erguem diante de nós.
A travessia exige coragem, fé e solidariedade.
O cântico de vitória de Miriam e Moisés nos lembra que a libertação não é apenas individual, mas coletiva: é o povo inteiro que canta quando a esperança vence o medo.
O Êxodo nos ensina que cada geração tem seu próprio Faraó e seu próprio Mar Vermelho, mas também que cada geração pode experimentar o poder de Deus abrindo caminhos onde não havia saída.
O desafio é transformar o clamor em ação e a memória em inspiração, para que hoje, como naqueles tempos, possamos cantar:
— “O Senhor é a nossa força e salvação.”
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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