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O Galardão

18-Abril-2026

By: Toni Campos

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O sol se punha atrás das colinas, tingindo o céu de dourado e púrpura.

Um jovem caminhava sozinho por um campo silencioso, carregando no coração um peso de perguntas que não encontrava respostas lógicas.

Sentou-se sobre uma pedra, olhando para o horizonte, e murmurou consigo mesmo:

— “Se o céu é garantido aos eleitos e predestinados, como está escrito, por que se fala em galardão? Será como um pódio, onde uns recebem mais e outros menos? E se minhas obras forem pequenas, será que minha morada será menor?”

O vento suave parecia não trazer respostas, apenas o eco de suas próprias dúvidas.

Enquanto refletia, percebeu a aproximação de um homem simples, de olhar sereno e passos firmes.

O jovem não o reconheceu de imediato, mas sentiu uma paz inexplicável ao vê-lo.

O homem se sentou ao seu lado e perguntou com voz calma:

— Por que teu coração está tão inquieto?

O jovem hesitou, mas abriu sua alma:

— Tenho medo de que minhas obras não sejam suficientes. Sei que os predestinados têm o céu, mas e o galardão? Será que ficarei atrás dos outros, como em uma corrida?

O homem sorriu com ternura e respondeu:

— O céu é dom gratuito, dado pelo Pai. Não depende de tuas obras, mas da graça. O galardão, porém, é diferente: ele é fruto da tua entrega, da tua fidelidade, do amor que semeias enquanto caminhas na Terra.

O jovem franziu a testa:

— Então, o galardão não decide se entro ou não no Reino?

— Não, — disse o homem.

— Todos os que são chamados e guardados pelo Pai têm sua morada. Mas cada morada reflete a luz das obras feitas em amor. Assim como em uma corrida, todos que chegam recebem a vida eterna, mas cada esforço é reconhecido.

O jovem suspirou:

— Então, não corro o risco de perder o céu, mas sim de perder o brilho do meu galardão?

O homem assentiu:

— Exatamente. O céu é garantido, mas o galardão é a medida da tua entrega. Ele não existe para te condenar, mas para te alegrar. Nada que fizeste em meu nome será esquecido.

O jovem ainda inquieto perguntou:

— Mas e aqueles que também fazem boas obras, mesmo sem conhecer o Pai?

O homem olhou para o horizonte e respondeu com firmeza:

— Há também os filhos do diabo na Terra. Eles podem até praticar obras que parecem boas aos olhos humanos, mas não nasceram da verdade. Suas obras não brotam da fé, mas da vaidade ou da mentira. Por isso, jamais terão lugar no Reino. O galardão é reservado aos que são meus, aos que permanecem na luz.

O jovem sentiu um arrepio, compreendendo que não bastava fazer o bem por aparência, mas viver em comunhão com a verdade.

As palavras penetraram fundo no coração do jovem. Ele sentiu como se um véu fosse retirado de seus olhos.

A paz substituiu o medo, e a esperança tomou o lugar da dúvida.

O homem se levantou, colocou a mão sobre o ombro do jovem e disse:

— Permanece fiel. Teu galardão será grande, e tua morada refletirá a glória do Pai.

Com isso, afastou-se lentamente, caminhando em direção ao horizonte.

O jovem permaneceu sentado, olhando para a figura que se distanciava.

De repente, um arrepio percorreu sua alma: reconheceu quem havia estado ao seu lado.

— Era Ele… era Jesus.

As lágrimas lhe vieram aos olhos, não de tristeza, mas de gratidão.

Agora compreendia que sua vida tinha propósito, que cada ato de amor era uma semente eterna.

Levantou-se, com o coração leve, e caminhou de volta para casa, decidido a viver cada dia como quem corre não para conquistar o céu, mas para brilhar no galardão que o aguardava.

Fonte: (Bíblia; IA Copilot)

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"Graça e Paz!"
Toni Campos

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