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Gênesis
22-Out-2025
By: Toni Campos
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No Princípio Era o Vazio
Prefácio - Quando o Começo é um Espelho
Gênesis não é apenas o primeiro livro da Bíblia. É o primeiro espelho da humanidade.
Ali estão nossas perguntas mais antigas: de onde viemos, por que caímos, o que buscamos.
Neste conto, Gênesis se desenrola nas ruas de São Paulo, entre prédios e pixels, entre jardins perdidos e promessas esquecidas.
Porque mesmo hoje, ainda estamos tentando voltar ao Éden.
A Criação de Ana
Ana nasceu em um hospital público da zona sul.
Sua mãe, Maria, era auxiliar de limpeza. Seu pai, desconhecido. Mas Ana cresceu com uma curiosidade que não cabia nos muros da escola.
— De onde vem a luz? — perguntava.
— Da eletricidade — diziam.
— E antes da eletricidade?
Aos 17, Ana começou a escrever um blog chamado No Princípio. Falava de ciência, fé, poesia.
Misturava Darwin com Gênesis, Nietzsche com Salmos.
— A criação não é só cósmica. É cotidiana — dizia.
O Jardim Perdido
Ana conheceu Gabriel em um grupo de estudos sobre espiritualidade e tecnologia.
Ele era programador, ateu, gentil. Juntos criaram um aplicativo chamado Éden, que conectava pessoas a espaços verdes na cidade.
— O jardim está em nós — dizia Ana.
— O jardim está no GPS — brincava Gabriel.
O app viralizou. Mas com o sucesso veio a pressão. Investidores queriam monetizar.
— Vamos vender dados — sugeriram.
Ana hesitou. Gabriel cedeu. E o jardim virou mercado.
A Queda
Ana descobriu que o app estava sendo usado para vigiar ativistas ambientais.
Sentiu-se traída. Confrontou Gabriel.
— Você comeu do fruto — disse.
— Era só um código — respondeu ele.
Ana apagou o blog. Saiu do projeto. E foi morar em uma ocupação no centro, onde começou a ensinar crianças a plantar em garrafas PET.
Mas sentia vergonha.
— Eu também comi do fruto — confessava em orações silenciosas.
O Dilúvio Invisível
Veio a pandemia. As ruas se esvaziaram. Os jardins murcharam. As telas se multiplicaram.
Ana começou a gravar vídeos sobre esperança, fé e reconexão. Chamou a série de Arca.
— Não é para escapar. É para preservar — dizia.
Falava sobre Noé, sobre isolamento, sobre reconstrução. Milhares assistiam. Mas poucos agiam.
— O dilúvio não é água. É indiferença — escreveu.
A Torre de Dados
Após a pandemia, uma empresa lançou um projeto chamado Babel Cloud.
Prometia unificar todos os dados do mundo em uma única linguagem.
— Um só código. Um só sistema. Um só futuro.
Ana foi convidada a participar. Recusou.
— Quando todos falam a mesma língua, ninguém escuta — respondeu.
Criou um coletivo chamado Confusão Santa, que reunia artistas, místicos, cientistas e poetas.
Cada um falava de um jeito. Mas todos buscavam o mesmo: sentido.
A Promessa
Em uma noite de lua cheia, Ana caminhava pelo Minhocão.
Viu uma criança desenhando estrelas no chão com giz.
— Por que você faz isso? — perguntou.
— Porque Deus prometeu que seriam incontáveis — disse o menino.
Ana chorou. Lembrou de Abraão. Lembrou da promessa. Lembrou que o começo não termina. E que mesmo no concreto, há céu.
O Filho da Terra
Ana engravidou. Não sabia como. Não sabia de quem. Mas sabia por quê. Chamou o filho de Isaque.
— Porque ele é riso. Porque ele é milagre.
Criou-o entre hortas urbanas, livros antigos e orações sem nome. E ensinou:
— No princípio, havia o vazio. Mas Deus falou. E tudo se fez.
Pósfácio - O Gênesis Continua
Gênesis não é passado. É presente.
Cada nascimento, cada escolha, cada queda, cada recomeço — tudo é criação.
O Éden não está perdido. Está escondido. E a serpente ainda sussurra. Mas a promessa ainda brilha.
Porque no princípio era o verbo. E o verbo ainda fala. Em cada jardim que renasce. Em cada Ana que resiste. Em cada Isaque que sorri.
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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