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Jeremias
29-Out-2025
By: Toni Campos
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A Voz Que Ninguém Quer Ouvir
Prefácio
Jeremias foi chamado ainda jovem para anunciar destruição, arrependimento e esperança.
Foi perseguido, preso, ignorado — mas permaneceu fiel.
Neste conto, ele renasce como um poeta urbano, um pregador de rua, um jovem que carrega a dor do mundo nos ombros e a esperança de Deus no coração.
O Chamado no Metrô
Jeremias Silva tinha 19 anos e morava na zona sul de São Paulo.
Estudava letras na universidade pública e escrevia poemas sobre desigualdade, fé e abandono.
Certa manhã, no metrô lotado, viu uma mulher chorando. Sentiu um peso no peito. E ouviu, não com os ouvidos, mas com o espírito:
“Antes que te formasse no ventre, eu te conheci.”
Voltou para casa, abriu a Bíblia que herdara da avó, e leu o livro de Jeremias.
Sentiu que era mais que coincidência. Era chamado.
A Palavra Que Arde
Jeremias começou a pregar nas estações de metrô. Não gritava. Recitava versos:
“A cidade está cheia, mas o coração está vazio. O concreto sufoca, mas Deus ainda fala.”
Alguns o ouviam. Outros zombavam. Um dia, foi abordado por seguranças.
Disseram que estava “perturbando”. Ele respondeu:
— Não posso calar. Há fogo nos meus ossos.
Foi expulso. Mas voltou no dia seguinte.
A Cisterna Digital
Jeremias criou um canal no YouTube chamado “Profeta da Marginal”.
Postava vídeos com reflexões, denúncias, orações. Ganhou seguidores. E também haters.
Foi alvo de ataques virtuais, denúncias falsas, ameaças. Um influenciador famoso o chamou de “fanático poético”. Jeremias respondeu com um poema:
“Se a verdade incomoda, que seja incômoda. Mas não será silenciada.”
A Carta ao Prefeito
Durante uma enchente que destruiu casas na Zona Leste, Jeremias escreveu uma carta aberta ao prefeito.
Denunciou o descaso, a corrupção, a indiferença. A carta viralizou. Foi convidado para entrevistas. Recusou.
— Não quero palco. Quero mudança.
Organizou mutirões, arrecadou doações, e orou com os moradores. Um deles disse:
— Você não é político. É profeta.
Jeremias sorriu. E chorou.
O Livro Que Ninguém Lê
Jeremias publicou um livro chamado Lamentos Urbanos.
Poemas, orações, denúncias. Poucos compraram. Muitos criticaram. Disseram que era “pesado demais”.
Ele respondeu:
— A dor não é leve. E a verdade não é palatável.
Continuou escrevendo. Não para vender. Mas para registrar.
A Prisão
Durante um protesto pacífico, Jeremias foi preso por “incitação”.
Ficou dois dias na cela. Lá, escreveu versos na parede com carvão:
“O cárcere não cala o chamado. A cela não apaga a luz.”
Ao sair, foi recebido por jovens com cartazes: “Jeremias, a voz que não se vende.”
O Fogo Que Permanece
Aos 25 anos, Jeremias ainda pregava. Ainda escrevia. Ainda chorava.
Mas também sorria. Porque via frutos: jovens transformados, comunidades mobilizadas, corações despertos.
Um dia, em uma praça, um menino perguntou:
— Você é pastor?
Jeremias respondeu:
— Sou só alguém que escuta. E repete o que escutou.
Pósfácio
Jeremias Silva não foi famoso. Mas foi fiel.
Sua história nos lembra que profetizar não é prever o futuro — é confrontar o presente.
Que chorar pelo mundo é sinal de amor. E que, mesmo quando ninguém quer ouvir, a voz de Deus continua ecoando.
“A verdade não precisa de plateia. Só de coragem.”
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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