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A Mulher Cananeia
10-Out-2025
By: Toni Campos
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A Fé Que Não Se Cala
Prefácio
A mulher cananeia aparece brevemente nos evangelhos, mas sua história ecoa por séculos.
Ela não era judia, não era discípula, não era bem-vinda — mas foi ouvida.
Sua fé atravessou barreiras culturais, religiosas e espirituais.
Neste conto, ela renasce como uma mulher brasileira, mãe solo, que enfrenta o desprezo da sociedade e o silêncio da religião para alcançar cura e dignidade.
O Grito na UPA
Eloá Santana tinha 36 anos e morava em Diadema, São Paulo. Era mãe de uma menina chamada Sara, de 9 anos, que sofria de crises psicóticas e convulsões.
Médicos diziam que era “distúrbio neurológico”, outros falavam em “transtorno espiritual”. Mas ninguém ajudava.
Certa noite, Sara teve uma crise. Eloá correu para a UPA. Esperou 4 horas. Foi ignorada. Gritou:
— Alguém me escute! Minha filha está sofrendo!
Um enfermeiro respondeu:
— Senhora, não temos vaga. Volte amanhã.
Eloá chorou. Mas não desistiu.
O Silêncio da Igreja
Eloá procurou ajuda em uma igreja próxima. Pediu oração. Pediu acolhimento. O pastor olhou para ela, para sua roupa simples, e disse:
— Irmã, talvez seja falta de fé. Ou pecado oculto.
Ela saiu em silêncio. Mas dentro dela, algo gritava:
“Mesmo os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa.”
Eloá começou a orar sozinha. Toda madrugada. No chão da cozinha. Com lágrimas e fé.
A Caminhada até o Monte
Ouviu falar de um culto no Monte Serrat, em Santos. Diziam que lá “Deus respondia”.
Pegou ônibus com Sara, mochila, água e coragem. Subiu os 400 degraus com a filha nos braços.
No topo, ajoelhou-se. E disse:
— Senhor, eu sei que não sou ninguém. Mas minha filha é tudo. E o Senhor é tudo que eu tenho.
Sara dormiu pela primeira vez em paz naquela noite.
A Resposta Que Não Veio
Nos dias seguintes, Eloá esperava um milagre. Mas Sara voltou a ter crises. Eloá questionou:
— Senhor, por que me ignoras?
E ouviu, no coração:
“Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.”
Ela respondeu:
— Mas eu sou uma dessas ovelhas. Perdida. Ferida. E faminta.
E continuou. Orando. Lutando. Amando.
A Fé Que Persiste
Eloá começou a estudar psicologia comunitária. Queria entender. Queria ajudar outras mães.
Criou um grupo chamado Migalhas de Esperança — encontros semanais com oração, escuta e apoio.
Pastores começaram a notar. Médicos começaram a respeitar. E Sara começou a melhorar.
Não por milagre instantâneo. Mas por fé persistente.
A Cura Que Veio
Aos 12 anos, Sara teve uma crise intensa. Eloá a abraçou. E orou:
— Senhor, se ainda há migalhas, que elas caiam agora.
Sara parou de tremer. Olhou para a mãe. E disse:
— Mãe, eu vi uma luz. E ela me disse que você nunca desistiu.
Desde aquele dia, as crises cessaram.
A Mesa Que Se Abre
Eloá foi convidada para falar em uma conferência sobre saúde mental e espiritualidade.
Subiu ao palco com roupa simples, voz firme e coração cheio. Disse:
“Eu não sou teóloga. Nem médica. Mas sou mãe. E mães têm uma fé que não se cala.”
E terminou com a frase que a sustentou:
“Mesmo os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa.”
A plateia chorou. E a mesa se abriu.
Pósfácio
Eloá Santana não foi pastora, nem doutora. Mas foi profeta.
Sua história nos lembra que a fé não precisa de título — só de coragem.
Que o amor de mãe é uma oração viva.
E que, mesmo quando tudo diz “não”, Deus ainda escuta quem insiste.
“Grande é a tua fé. Seja feito como tu pedes.”
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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