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As filhas de Felipe

16-Fev-2026

By: Toni Campos

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As Virgens de Cesaréia

O sol declinava sobre Cesaréia, tingindo de dourado as paredes da casa de Filipe, o evangelista.

O aroma de pão recém-assado misturava-se ao sal do mar que entrava pelas janelas abertas.

Dentro, a casa estava cheia: irmãos de várias cidades haviam chegado com Paulo, que descansava de suas longas viagens.

As quatro filhas de Filipe, virgens e profetisas, moviam-se discretamente entre os visitantes, trazendo água, pão e azeite.

Mas seus olhos não se desviavam de Paulo, cuja presença parecia carregar tanto peso quanto ternura.

Míriam, a mais velha, aproximou-se do pai enquanto recolhia as vasilhas.

— Pai, sempre nos ensinaste que nossa virgindade é serviço ao Senhor. Mas vejo Paulo, que não se casou, e ainda assim fala com liberdade sobre o matrimônio como dom. Como devemos entender isso?

Filipe pousou a mão sobre o ombro da filha e olhou para Paulo, que já percebia a inquietação.

— Paulo, minhas filhas têm servido ao Senhor em virgindade. Mas o coração delas se pergunta se este caminho é o único.

Paulo ergueu-se, caminhando até o pátio onde a luz da tarde se espalhava. Sua voz era calma, mas firme:

— Filhas, não vos imponho jugo. O Senhor concede dons diversos. A virgindade é liberdade para servir sem distrações, mas o matrimônio também é santo, se vivido em Cristo. O dilema não está em escolher entre pureza ou casamento, mas em permanecer fiéis ao chamado.

Débora, com olhos ardentes, respondeu:

— Mas se nos casarmos, não perderemos a força da profecia?

Paulo sorriu, como quem já havia respondido a essa pergunta em suas cartas:

— A profecia não vem do estado civil, mas do Espírito. Se Ele vos chamou para permanecerdes virgens, permanecei. Mas se vos chamar ao matrimônio, não será menos serviço divino.

Salomé, inquieta, acrescentou:

— Então, não é pecado desejar o amor humano?

Filipe, com ternura, respondeu:

— Não, filha. O pecado está em servir ao próprio desejo acima de Deus.

Ana, a mais jovem, que até então permanecera em silêncio, falou com voz suave:

— Então, nosso dilema é obedecer ao Espírito, seja qual for o caminho.

Paulo assentiu, levantando a mão em bênção:

— Exatamente. O Senhor não vos mede pelo estado em que viveis, mas pela entrega do coração.

Naquela noite, enquanto os irmãos conversavam sobre viagens e perigos, as quatro se recolheram juntas.

O vento do mar soprava pelas janelas, e em oração tiveram uma visão: um campo vasto, onde algumas sementes cresciam livres, sem cerca, e outras eram plantadas em jardins fechados.

Ambas floresciam, mas de modos diferentes.

Míriam interpretou:

— O Senhor nos mostra que tanto a virgindade quanto o matrimônio podem ser serviço divino, se o coração permanecer consagrado.

Débora resistiu:

— Mas Ele nos chamou para sermos virgens, e nisso está nossa força.

Salomé sorriu:

— E se amanhã Ele nos chamar para outra forma de serviço? Não é a obediência maior que o estado civil?

Ana concluiu:

— Talvez o dilema não seja escolher entre virgindade e casamento, mas entre servir a nós mesmas ou servir ao Senhor.

O silêncio que se seguiu foi mais profundo que qualquer profecia.

Na casa de Filipe, entre pão, vento e oração, quatro mulheres continuaram a viver entre o dilema e a devoção, lembrando que o verdadeiro chamado não está na forma da vida, mas na entrega do coração.

Fonte: (Bíblia; IA Copilot)

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Toni Campos

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