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O Bom Samaritano

31-Jan-2026

By: Toni Campos

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O Viajante Ferido

A estrada era longa e poeirenta, e eu caminhava sozinho, carregando comigo apenas o peso da viagem e a esperança de chegar ao meu destino.

O sol queimava minha pele, e o silêncio era interrompido apenas pelo som dos meus passos.

Foi então que a emboscada aconteceu: homens surgiram das pedras, me golpearam, roubaram tudo e me deixaram caído, sangrando, quase sem forças.

Ali, entre a vida e a morte, aprendi o que significa depender do olhar de outro.

Deitado, vi ao longe a figura de um sacerdote. Meu coração se encheu de expectativa.

“Ele vai me ajudar”, pensei.

Mas seus olhos desviaram, e seus pés apressaram-se pelo caminho. Escutei apenas o som de sua túnica roçando contra o pó.

A indiferença do homem que representava a fé me feriu mais do que as pedras dos ladrões.

Logo depois, um levita se aproximou. Reconheci sua postura, sua maneira de andar.

— “Agora sim, alguém que conhece a lei de Deus”, murmurei, quase sem voz.

Mas ele também desviou o olhar, como quem evita a contaminação de uma ferida.

— “Não posso me envolver”, parecia dizer seu silêncio.

E eu fiquei ali, invisível, como se minha dor não fosse digna de atenção.

Foi então que ouvi passos diferentes, mais hesitantes. Um homem se aproximou, e quando o vi, meu coração se confundiu.

Era um samaritano. Eu sabia da rivalidade entre judeus e samaritanos, sabia que não havia amizade entre nós.

“Ele vai me desprezar”, pensei.

Mas seus olhos se fixaram em mim com compaixão.

Ele se ajoelhou ao meu lado e disse:

— “Amigo, você não vai morrer aqui. Eu vou cuidar de você.”

Suas mãos derramaram vinho sobre minhas feridas, e o óleo suavizou minha dor.

Eu não conseguia acreditar: aquele que deveria ser meu inimigo estava se tornando meu salvador.

Com esforço, ele me colocou sobre seu animal. Eu sentia cada balanço como uma promessa de vida.

— “Aguente firme”, dizia ele, enquanto caminhava ao meu lado.

Sua voz era firme, mas cheia de ternura.

Eu, que havia perdido tudo, ganhava naquele instante algo maior: a certeza de que ainda havia bondade no mundo.

Chegamos a uma hospedaria.

O samaritano falou com o dono:

— “Cuide dele. Aqui está o pagamento, e se gastar mais, eu volto e acerto.”

Eu ouvi aquelas palavras como quem escuta uma sentença de esperança.

Não era apenas socorro imediato, era compromisso, era responsabilidade.

Na cama da hospedaria, recuperei minhas forças. Cada gesto do samaritano ecoava em minha mente.

Ele não perguntou quem eu era, não quis saber minha origem, não mediu minha dignidade pelo meu povo.

Ele apenas viu um ser humano ferido e decidiu ser próximo.

Enquanto me curava, pensei nos que passaram ao largo.

O sacerdote e o levita conheciam a lei, mas não conheceram o amor.

O samaritano, desprezado pela tradição, revelou o coração de Deus.

E eu compreendi: o “próximo” não é definido pela religião, pela etnia ou pelo status, mas pela compaixão que se traduz em ação.

Hoje, ao contar minha história, não falo apenas de sobrevivência. Falo de transformação.

Eu, que estava à beira da morte, fui resgatado por aquele que o mundo dizia ser meu inimigo.

E aprendi que o verdadeiro próximo é aquele que se aproxima, que se inclina, que se compromete com a vida do outro.

E deixo esta pergunta ecoando: — "Quem é o seu próximo?"

Talvez não seja quem você imagina, talvez seja justamente aquele que rompe barreiras e mostra que o amor é maior que o preconceito.

Porque eu, o viajante ferido, descobri que a estrada da vida só faz sentido quando alguém decide caminhar ao seu lado.

Fonte: (Bíblia; IA Copilot)

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"Graça e Paz!"
Toni Campos

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