TEMAS
Saul
20-Out-2025
By: Toni Campos
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O Trono Queima, Mas Atrai
Prefácio
Saul foi escolhido para liderar, mas perdeu-se ao tentar agradar homens mais do que a Deus.
Seu arco narrativo é um alerta sobre como o poder pode seduzir, corromper e isolar.
Neste conto, ele é reimaginado como um político brasileiro em ascensão, enfrentando os dilemas da liderança, da vaidade e da espiritualidade em um país marcado por crises e esperanças.
O Escolhido da Comunidade
Saul Andrade era morador da Zona Norte de São Paulo.
Filho de um comerciante e de uma professora aposentada, cresceu ouvindo que “tinha porte de líder”.
Alto, eloquente, carismático, foi eleito presidente da associação de moradores aos 27 anos, após liderar uma campanha contra despejos ilegais.
A comunidade o aclamava. Pastores diziam que ele era “ungido para governar”. E um deles, o velho Samuel, afirmou:
“Você não pediu o trono, mas ele veio até você. Cuide para que ele não te consuma.”
Saul sorriu. Mas não entendeu.
O Primeiro Decreto
Com apoio popular, Saul foi eleito vereador. Seu primeiro projeto foi ousado:
Transformar terrenos abandonados em centros de cultura e educação. A proposta foi aprovada. A cidade comemorou.
Mas logo vieram os convites: jantares com empresários, entrevistas manipuladas, acordos velados.
Saul resistia. Até que um dia, pressionado por aliados, aprovou uma emenda que beneficiava uma construtora envolvida em corrupção.
Samuel o confrontou:
— Você sacrificou princípios por conveniência.
Saul respondeu:
— Fiz o que era necessário. O povo precisa de resultados.
Samuel apenas disse:
— Melhor é obedecer do que sacrificar.
A Inveja de Davi
Durante um evento comunitário, um jovem chamado Davi Lima cantou uma música que viralizou.
Falava de justiça, fé e coragem. Em poucos dias, Davi se tornou símbolo de renovação política.
Saul, antes aclamado, começou a ser comparado.
— “Davi é o futuro. Saul é o sistema.”
A frase circulava nas redes. Saul sentiu o trono tremer. E começou a perseguir Davi.
Tentou descredibilizá-lo, espalhar boatos, cortar verbas de projetos ligados a ele.
Mas Davi não revidava. Apenas dizia:
“Não toco no ungido. Só sigo o chamado.”
O Espírito Que Se Retira
Saul começou a perder o sono. Tinha pesadelos. Sentia que algo havia se afastado.
Procurou profetas, terapeutas, até médiuns. Nada funcionava.
Samuel, já velho e doente, recusava-se a vê-lo.
Em desespero, Saul visitou uma mulher conhecida por “consultar os mortos”.
Pediu que invocasse Samuel. A mulher hesitou, mas cedeu.
Samuel apareceu em visão. E disse:
— Você perdeu o favor porque perdeu o temor. O trono não é seu — é de quem serve.
Saul chorou. Mas era tarde.
A Última Batalha
Durante uma crise política, Saul foi acusado de desvio de verbas.
Tentou resistir, mas os aliados o abandonaram.
Em um discurso final, diante da câmara, disse:
“Fui escolhido. Mas não soube ouvir. Fui aclamado. Mas não soube calar. Hoje, deixo o cargo. Mas peço que não deixem a esperança.”
Saiu sob vaias e aplausos. Davi foi eleito em seu lugar.
Pósfácio
Saul Andrade não foi um vilão. Foi um homem dividido.
Sua história nos lembra que o poder é fogo — aquece, mas também queima.
E que liderança sem humildade vira tirania.
“O trono não é lugar de glória. É lugar de serviço. E quem não entende isso, perde o que nunca soube valorizar.”
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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