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A Última Chama

10-Mar-2026

By: Toni Campos

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O salão estava iluminado por uma lâmpada fraca.

Elias, jovem inquieto, caminhava de um lado a outro.

Samuel, mais velho, observava com paciência.

Rafael, silencioso, parecia pesar cada palavra antes de falar.

— Eu não aceito essa ideia de que não temos escolha — Elias começou.

— Se não há livre arbítrio, então o que fazemos aqui?

Samuel suspirou:

— Elias, o livre arbítrio existe apenas para as coisas terrenas: escolher o que comer, onde morar, com quem conversar. Mas quando falamos da Salvação, não é o homem quem decide.

Rafael inclinou-se:

— O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus. Elas lhe parecem loucura. Só se discernem espiritualmente.

Elias franziu o cenho:

— Então você está dizendo que não adianta eu buscar a Deus?

Samuel respondeu com firmeza:

Romanos 3:11: “Não há quem busque a Deus.” Deus já tem os seus eleitos.

Elias rebateu:

— Mas isso parece injusto. Se Deus já tem os seus escolhidos, o que resta para os outros?

Samuel olhou fixamente para ele:

— Resta viver segundo sua própria natureza. Efésios 1:4 diz que fomos escolhidos antes da fundação do mundo. Não é mérito, não é busca. É graça.

Rafael completou:

— Só confessa a Deus quem tem o Espírito Santo. E o Espírito não é conquistado, é dado. Um dom, um presente.

Elias levantou-se, nervoso:

— Então tudo o que eu sinto, essa vontade de entender, não significa nada?

Samuel respondeu com calma:

— Significa que talvez o Espírito esteja repousando em você. Mas é você quem decide acordá-lo. Deus já O colocou em você.

Rafael acrescentou:

João 6:44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer.”

O silêncio caiu sobre a sala. Elias olhou para as mãos, como se buscasse nelas alguma resposta.

Dias depois, Elias encontrou-se sozinho, refletindo.

As palavras ecoavam: “Ninguém pode vir a mim se o Pai não o trouxer.”

Ele murmurou:

— Mas eu sinto algo… como se fosse chamado.

Rafael, que se aproximava, respondeu:

— Esse é o Espírito em você. Não é fruto da sua busca, mas do despertar que Deus concede.

Elias perguntou:

— Então não é escolha minha?

— Não. É revelação. O Espírito já estava em você, mas só acorda quando você reconhece o que Jesus fez na cruz.

Reunidos novamente, Samuel falou com voz grave:

— O mundo não terminará por guerras ou catástrofes. Ele terminará quando o último dos escolhidos, que hoje ainda não crê, confessar Jesus.

Elias olhou para os dois, hesitante:

— E se eu for um desses?

Rafael respondeu:

— Então, quando você confessar, será como acender a última chama. O relógio da eternidade começará a soar porque há quem numca O confessará.

Samuel concluiu:

— O livre arbítrio é apenas para decidir o caminho da cidade, mas não para escolher o caminho da eternidade. Quando todos os predestinados forem despertos pelo Espírito, o mundo terá cumprido seu propósito.

Naquele momento, a porta se abriu.

Um homem entrou: olhos frios, voz carregada de desprezo.

Seu nome era Dário, escutara as últimas frases da conversa antes de entrar.

— Vocês falam de eleição, de Espírito, de cruz… — disse, rindo.

— Mas eu não creio, e nunca crerei.

Elias o encarou:

— Mas e se você for chamado?

Dário respondeu com firmeza:

— Eu não ouço esse chamado. Não acredito nesse Espírito que falam, não entendo essa revelação.

Samuel murmurou:

— Há aqueles que são vasos de honra, e há os de desonra.

Os três se entreolharam, como se entendessem o que estava sendo revelado.

Rafael completou, tentando confirmar suas suspeitas:

— Dário é símbolo dos que pertencem ao inimigo. Não confessarão Jesus, não despertarão. São filhos da resistência, destinados à condenação.

Dário sorriu, como quem se orgulha da própria ruína:

— Então que o mundo acabe sem mim. Eu não me curvarei.

Elias permaneceu em silêncio. O peso das palavras não era de condenação, mas de esperança.

Ele compreendeu que não precisava buscar, apenas receber.

Naquele instante, sentiu dentro de si algo despertar.

Não era escolha, era revelação.

O Espírito, que sempre estivera nele, finalmente se levantava.

Samuel sorriu levemente:

— Então… não é sobre você. É sobre Ele.

Rafael fechou os olhos, como em oração:

— E quando o último eleito confessar, o mundo verá o fim. Não como tragédia, mas como cumprimento da promessa.

Dário, ao fundo, permaneceu imóvel. Seu silêncio não era de rendição, mas de rejeição.

Ele seria sempre o que resiste, o que não confessa.

Elias não respondeu. Apenas deixou que o silêncio falasse por ele.

E, em algum lugar distante, o relógio da eternidade deu mais um passo rumo ao fim.

Mas não por Dário ou para aqueles como ele.

Jesus vem, e o fim com Ele, apenas quando o último dos eleitos despertar — e Dário, assim como outros como ele, jamais será um deles.

Fonte: (Bíblia; IA Copilot)

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Toni Campos

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