TEMAS
Zacarias
22-Out-2025
By: Toni Campos
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A Voz Que Pinta o Invisível
Prefácio
Zacarias foi sacerdote e profeta, contemporâneo de Zorobabel. Suas visões são intensas, simbólicas e cheias de esperança.
Ele anunciou que o Messias viria montado em um jumentinho, que o Espírito venceria onde a força falha, e que o povo não deveria desprezar os pequenos começos.
Neste conto, ele renasce como um artista urbano e poeta visionário que vê além da crise — e pinta o que ainda não chegou.
O Mural da Promessa
Zacarias Mendes tinha 26 anos e trabalhava como ilustrador em São Paulo.
Morava em um bairro marcado por violência, abandono e igrejas fechadas.
Certa noite, enquanto pintava um mural em uma escola abandonada, teve uma visão: um cavalo branco atravessando a cidade, seguido por outros três — vermelho, preto e pálido.
Sentiu um arrepio. E ouviu:
“Filho do homem, o mundo está em guerra. Mas há esperança no meio dos cavalos.”
No dia seguinte, começou a pintar uma série chamada Visões do Vale.
O Renovo
Zacarias conheceu um jovem chamado João, ex-dependente químico, que frequentava o centro cultural onde ele dava oficinas.
João tinha talento para escultura, mas vivia em crise. Zacarias o chamou de “Renovo”.
— Por quê?
— Porque você é sinal de que algo novo pode crescer onde tudo parecia morto.
Juntos, criaram uma exposição chamada Raízes do Renovo. E a cidade começou a notar.
O Jumentinho Invisível
Durante uma manifestação por justiça social, Zacarias pintou um grafite de um rei montado em um jumentinho, entrando na cidade com flores nas mãos.
Foi criticado por ativistas e religiosos.
— Isso não é arte. É utopia.
Ele respondeu:
— A utopia é o que nos impede de morrer por dentro.
O mural viralizou. E foi chamado de Entrada Triunfal.
O Espírito e a Força
Zacarias foi convidado para falar em uma conferência de jovens cristãos.
Subiu ao palco com um pincel na mão e disse:
“Não por força. Nem por violência. Mas pelo Espírito.”
Pintou ao vivo uma árvore crescendo em meio a concreto rachado. Disse:
— O Espírito é como tinta invisível. Só quem crê vê.
A plateia ficou em silêncio. E depois, em lágrimas.
Os Olhos Que Veem
Zacarias começou a ter sonhos com olhos flutuando sobre a cidade.
Pintou um mural com sete olhos sobre uma montanha. Chamou de A Pedra Que Vê.
Um pastor local o procurou:
— Isso é heresia?
Zacarias respondeu:
— É profecia. Porque Deus vê o que ninguém vê. E está reconstruindo o que ninguém acredita.
O Candelabro e as Oliveiras
Durante uma noite de oração, Zacarias teve uma visão: um candelabro dourado entre duas oliveiras.
Sentiu que era um chamado para unir arte e fé, luz e raiz.
Criou um projeto chamado Luz e Terra — oficinas de arte em igrejas, escolas e praças.
Cada lugar recebia uma pintura com sete chamas e duas árvores.
O projeto cresceu. E virou movimento.
O Dia dos Pequenos Começos
Zacarias foi convidado para expor em uma galeria famosa. Recusou.
Preferiu pintar em uma creche comunitária. Disse:
— Não desprezem os pequenos começos. Porque é neles que o Reino começa.
Na inauguração, uma criança perguntou:
— Você é profeta?
Zacarias sorriu:
— Sou só alguém que vê o que ainda não chegou. E pinta para que outros também vejam.
Pósfácio
Zacarias Mendes não foi pastor, nem político. Mas foi profeta.
Sua história nos lembra que a esperança não grita — ela sussurra.
Que a arte pode ser altar. E que, mesmo em tempos de escuridão, há olhos que veem, mãos que criam e vozes que anunciam:
“Aquele que vem está chegando. E trará paz sobre asas.”
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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