TEMAS
Entre Vinhas e Estrelas
05-Jan-2026
By: Toni Campos
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O Romance das Escrituras - CAPÍTULO 4
Salomão e a Sulamita: O Jardim da Beleza
O jardim de Jerusalém florescia sob o sol da primavera.
As vinhas se entrelaçavam nos muros de pedra, e o perfume das flores se espalhava pelo ar como um cântico invisível.
Salomão caminhava lentamente entre as árvores, seus olhos buscando a figura que havia capturado seu coração.
A Sulamita, de cabelos negros como a noite e pele dourada pelo sol, repousava sob a sombra de uma romãzeira.
— “Como lírio entre espinhos, assim és tu entre as donzelas.”
— disse Salomão, aproximando-se com voz suave.
Ela ergueu o olhar e sorriu.
— “O meu amado é meu, e eu sou dele. Ele apascenta entre os lírios.”
O vento soprou, fazendo as flores se agitarem como se dançassem ao som das palavras.
Salomão estendeu a mão.
— “Levanta-te, minha querida, vem comigo. O inverno passou, as chuvas se foram, flores aparecem na terra.”
A Sulamita tocou sua mão, e juntos caminharam pelo jardim.
Cada passo era acompanhado pelo canto dos pássaros, cada olhar era uma promessa silenciosa.
— “Teu amor é melhor que o vinho, e teu nome é como perfume derramado.” — disse ela, com voz doce.
Salomão respondeu:
— “Teus olhos são como pombas junto às águas. Teus lábios destilam mel, tua língua é como leite e mel.”
O jardim parecia se transformar em templo. Cada flor era um incenso, cada árvore um altar, cada palavra um cântico.
A Sulamita suspirou.
— “Não olhem para mim porque sou morena; o sol me queimou. Mas tu, meu amado, vês beleza onde outros veem desprezo.”
Salomão acariciou seu rosto.
— “És formosa, minha querida. Não há mancha em ti. Teu valor é maior que o ouro de Ofir.”
Caminharam até a vinha. O sol se punha, tingindo o céu de vermelho e púrpura. O perfume das uvas maduras enchia o ar.
— “Vem ao meu jardim, meu amado. Colhe seus frutos, bebe seu vinho, desfruta de sua abundância.” — disse a Sulamita.
Salomão respondeu:
— “Eu vim ao meu jardim, minha irmã, minha noiva. Colhi minha mirra e minhas especiarias, comi meu favo de mel, bebi meu vinho e meu leite.”
O amor deles era celebrado não apenas em palavras, mas em gestos. Cada toque era poesia, cada olhar era música.
A Sulamita declarou:
— “Coloca-me como selo sobre teu coração, como selo sobre teu braço. Porque o amor é forte como a morte, e o ciúme é duro como a sepultura.”
Salomão respondeu:
— “As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todas as riquezas por este amor, seria desprezado.”
O jardim se tornou eterno em suas memórias. Não era apenas um lugar físico, mas um símbolo do amor que transcende o tempo, da beleza que reflete o divino.
E assim, entre vinhas e flores, entre cânticos e perfumes, Salomão e a Sulamita viveram um amor que foi celebrado em poesia, preservado nas Escrituras e lembrado como um dos mais belos romances da humanidade.
Fonte: (Bíblia; IA Copilot)
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Toni Campos
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