Declaração de Fé
09-Mar-2025
By: Toni Campos
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O que é uma Declaração de Fé?
A Declaração de Fé é um documento eclesiástico que organiza as crenças e práticas da maioria das igrejas evangélicas, pentecostais e protestantes no Brasil. Ela inclui a crença na personalidade e divindade do Espírito Santo, que convence de pecado, regenera o crente em Jesus, o santifica e concede dons espirituais para edificação da Igreja.
As verdades bíblicas constantes na Redenção:
1. Há um só Deus
Há um só
Deus (
Dt 6:4), espírito criador e sustentador de todas as coisas (
Jo 4:24;
At 4:24;
Ne 9:6), infinito e imutável (
1 Rs 8:27;
Tg 1:17), absolutamente soberano (
Ef 1:11), sábio (
Rm 11:33), justo (
Is 45:21), santo (
1 Pe 1:16) e amoroso(
1 Jo 4:8); onipresente (
Sl 139:7-11), onisciente (
Hb 4:13) e onipotente (
Jó 42:2), que subsiste eternamente em uma só pessoa que se manifestou de tres formas distintas: como Pai(verbo), como Filho(carne) e como Espírito (Santo) (
1 Jo 1:1-18;
Jo 14:16-17,20).
2. Jesus Cristo é o Filho de Deus
Jesus Cristo é o Filho de Deus (
Mt 16:16), a segunda manifestação (
Mt 28:19), totalmente Deus e totalmente homem (
Jo 1:14;
Rm 9:5;
Cl 2:9;
1 Tm 2:5;
1 Jo 5:20), não-criado (
Cl 1:17), eterno (
Mq 5:2;
Jo 8:58), impecável (
1 Jo 3:5), gerado pelo Espírito Santo na Virgem Maria (
Mt 1:18-23), criador do universo (
Jo 1:3;
Hb 1:2), sustentador de tudo (
Cl 1:16-17;
Hb 1:3), salvador de todo aquele que nele crê (
Jo 3:16), que, por sua morte na cruz, fez expiação pelo pecado (
Gl 3:13), foi ressuscitado ao terceiro dia (
1 Co 15:3-4) e subiu aos céus onde está sentado à direita do Pai (no grego "destra" = "pleno poder") (
At 1:9;
Hb 10:12), de onde um dia voltará para estabelecer seu Reino Eterno (
Hb 9:27;
Ap 11:15).
3. O Espírito Santo
O
Espírito Santo é a terceira manifestação (
Mt 28:19), o Consolador divino prometido (
Jo 15:26), que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (
Jo 16:8-11), que regenera o crente em Jesus no momento de sua conversão (
Jo 3:3-6;
1 Co 12:13), passando a se manifestar nele permanentemente(
1 Co 6:19), selando-o como propriedade perene de Deus (
Rm 8:9;
Ef 1:13-14) e dando-lhe dons que o capacitam para o serviço de edificação da igreja(
1Co 12:4-7).
O
Espírito Santo ajuda a compreender e explicar assuntos espirituais.
O conhecimento pode ser compreendido como ciência, a capacidade de acumular experiência através do Espirito Santo (
Isaías 33:6).
4. Dons espirituais
Dom significa
"presente" isso quer dizer que , assim como a salvação, os dons do Espírito Santo são uma dádiva, um presente de Deus que não depende de nenhuma ação humana. E ganhamos esse
"presente" como parte dos benefícios que a
"salvação" trás para a vida daqueles que recebem a Jesus como Senhor de suas vidas.
Os dons do Espírito Santo são capacidades que o Espírito dá às pessoas para a edificação da igreja de Cristo. Os dons se manifestam de acordo com a vontade de Deus.
Quando manifestamos o Espírito Santo, com a nossa santificação, desenvolvemos qualidades e dons que são dados pelo próprio
Espírito. Em
1 Coríntios 12:8-10,
1 Coríntios 12:28-30,
Romanos 12:6-8 e
Efésios 4:11-13 a Bíblia enumera vários desses dons.
5. Bíblia como a Palavra de Deus
A
Bíblia é a
Palavra de Deus, inerrante e infalível (
Jo 10:35;
Sl 119:11), inspirada por ele nos escritos originais (
2 Tm 3:16), única regra de fé e prática do cristão (
Rm 15:4), que foi dada a nós por meio de homens santos que falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo (
2 Pe 1:21), sendo ela o instrumento indispensável do Senhor não só para a salvação do pecador (
Rm 1:16;
1 Co 1:21;
2 Tm 3:15;
Tg 1:18;
1 Pe 1:23), mas também para o crescimento do crente na santificação (
Sl 119:9;
Jo 17:17;
Hb 4:12).
6. Homem e mulher: criação de Deus
Homem e
mulher foram criados por Deus que os fez à sua imagem e semelhança, ou seja, espiritual (
Gn 1:27;
5:1-2;
Tg 3:9)e sem pecado (
Ec 7:29), com um corpo maravilhosamente formado (
Gn 2:7,21-22 – veja também
Sl 139:14) uma criatura imortal (
Ec 12:7;
Mt 10:28), dando-lhes, em seguida, o domínio sobre toda a criação (
Gn 1:26,29-30) e impondo-lhes o dever de dela cuidar (
Gn 2:15).
7. O casamento
Ao tempo da criação da humanidade, Deus estabeleceu o
casamento (
Mt 19:4-6), o ato solene que promove a união entre um homem e uma mulher, não permitido ocorrer entre um crente e um incrédulo (
1 Co 7:39;
2 Co 6:14-15) ou entre pessoas do mesmo sexo (
Lv 20:13;
1 Co 6:9-10), e que implica no surgimento de um novo núcleo familiar, o direito ao desfrute do prazer sexual e a criação de um vínculo que só se dissolve com a morte de um dos cônjuges (
Mt 5:32;
19:9;
Lc 16:18;
Rm 7:2-3;
1 Co 7:10-11,39;
Hb 13:4).
8. O pecado
O pecado entrou no mundo por um ato voluntário do primeiro ser humano (
1 Tm 2:14) que, no Éden, desobedeceu a uma ordem expressa de Deus, comendo do fruto proibido (
Gn 3:6 – compare com Gn 2:16-17). Como resultado disso, toda a raça, representada em Adão, tornou-se pecadora (
Rm 3:23;
5:18). A morte, que é o salário do pecado (
Rm 6:23), passou a todos os homens (
Rm 5:12), os quais, agora, estão separados de Deus (
Ef 4:18), perdidos em delitos(
Mt 25:41,46) e vivendo conforme os ditames de suas próprias paixões e raciocínios vãos (
Ef 2:1-3;
4:17).
9. A salvação
A provisão para a
salvação do ser humano foi feita em Cristo, o qual, por sua morte na cruz do Calvário, satisfez as exigências de Deus, sofrendo as conseqüências da nossa culpa (
Mt 20:28;
Gl 3:13;
1 Pe 2:24;
3:18;
1 Jo 2:2;
4:10). Ao ressuscitar ao terceiro dia (
1 Co 15:3-4), nosso Senhor demonstrou que a justiça de Deus foi plenamente satisfeita por ele no Gólgota (
Rm 4:25;
1 Pe 1:3), bastando agora que o pecador o receba pela fé (
Jo 3:36;
Ef 2:8) como seu único e suficiente salvador (
At 4:12;
1 Tm 2:5) a fim de ter o perdão dos pecados (
Rm 5:1;
Ef 1:7) e a remoção da culpa que leva à eterna condenação (
Rm 8;1).
10. Fé versus obras
A salvação do homem é somente pela
fé em Cristo e nunca por boas obras (
Jo 6:28-29;
Rm 3:20-24;
Gl 3:11), sendo certo que essa fé é dom de Deus que a concede aos seus eleitos (
Jo 6:65;
At 11:18;
Ef 2:8;
Fl 1:29;
2 Pe 1:1), ou seja, àqueles que o Senhor, unicamente por sua graça, escolheu antes da fundação do mundo e predestinou para serem salvos (
Rm 9:14-18;
Ef 1:4-5,11). A eleição ocorreu sem que Deus visse de antemão qualquer virtude que tornasse os predestinados dignos do seu favor (
Rm 5:6-8;
9:10-13). Deus também não escolheu seu povo por antever que creriam, uma vez que, conforme já dito, a fé salvadora é concedida por ele próprio aos eleitos (
Jo 6:37,44,65;
At 13:48;
Rm 8:29-30).
11. A igreja
A
igreja é a comunidade dos crentes em Cristo (
Ef 1:1), comprada, fundada, protegida, edificada e dirigida por ele (
Mt 16:18;
At 20:28), a qual se reúne para cultuar a Deus (
At 13:1-2), sustentar com firmeza a verdade revelada (
1 Tm 3:15), observar as ordenanças do Senhor, nutrir uma amorosa, edificante e pura comunhão entre os irmãos (
At 2:42-47) e proclamar a salvação ao mundo (
1 Pe 2:9), tudo com o propósito final de promover a glória de Deus (
Ef 3:21).
12. Batismo e ceia
As ordenanças estabelecidas por Cristo devem ser regularmente observadas pela igreja entre elas a
ceia (
Mt 28:19-20;
Lc 22:19-20).
Vale aqui um esclarecimento de que a maioria das igrejas efetua
batismo por imersão nas águas mas o batismo válido não é o das águas e sim o do
Espírito Santo. João Batista batizava assim até a chegada de Jesus para cumprir a lei, por pertencer à tribo dos essênios que justamente era a tribo de seu primo João e a única que fazia batismo entre todas as tribos. (
Mt 3:13-17)
A maneira como era feita está descrita nos versículos de
Mc 1:9-11;
Jo 3:23 e
At 8:36-39). Jesus disse que era necessário cumprir a lei da tribo mas com a Sua morte a lei foi mudada como está escrito em
Gálatas 3:11 onde
"...o justo viverá pela fé" e também por ser Jesus o Autor e Consumador dessa fé
Hebreus 12:2 é que o novo formato foi estabelecido no dia do
Pentecostes como relata o livro dos Atos dos Apóstolos no capítulo
4 verso 31.
Quanto à
ceia, esta deve ser distribuída em dois elementos: o pão, que é símbolo do corpo de Cristo, e o cálice, que representa seu sangue (
1 Co 11:23-26). Tais elementos não podem ser negados a nenhum crente em Cristo (
1 Co 11:28).
Frise-se ainda que a ceia consiste de um memorial em que a igreja recorda a morte do Filho de Deus na cruz do Calvário para remissão dos pecados, sendo supersticiosa a crença de que o corpo e o sangue do Senhor estão de alguma forma presentes nos elementos, ou que se pode obter a vida eterna participando deles.
13. Os anjos
Os
anjos são seres espirituais poderosos, criados por Deus para glorificá-lo e cumprir suas ordens (
Sl 103:22;
Hb 1:13-14). Sabe-se que todos esses seres foram criados santos por Deus (
Jó 38:4-7). Porém, há indícios na Escritura que, na pré-criação, um número deles se rebelou e, sendo agora chamados de demônios, foram confirmados na maldade (
2 Pe 2:4;
Jd 6), enquanto os que guardaram seu estado original, também chamados de anjos eleitos, foram confirmados em bondade (
1 Tm 5:21). Não há esperança de arrependimento para os demônios (
Hb 2:16), nem possibilidade de queda para os anjos bons, havendo um lugar fixo para as duas categorias no plano de Deus para o futuro (
Mt 25:31;
Mc 8:38;
1 Co 6:3;
Ap 12:7-9).
14. Satanás
Satanás, o nosso adversário, é um anjo que foi criado por Deus sem pecado e que exerceu uma posição de autoridade sobre os demais seres espirituais (
Ez 28:12-15). Ocorreu, porém, que, movido pelo orgulho, rebelou-se desejando ser como Deus, pelo que foi destituído de sua posição original e destinado ao inferno (
Is 14:12-15;
Ez 28:15-19;
Mt 25:41;
Ap 12:9-10).
Sua obra consiste, de modo geral, em acusar, atacar e tentar os servos de Deus a fim de destruí-los (
Jó 2:7;
At 5:3;
1 Ts 3:5;
1 Pe 5:8-9;
Ap 12:9-10), obstruir o avanço do evangelho e enganar os homens, mantendo-os sob seu controle e domínio (
Mc 4:15;
2 Co 4:4;
Ef 2:1-2;
2 Tm 2:26).
15. O plano de Deus
O
plano de Deus para o futuro abrange a ressurreição dos crentes (
1 Co 15:20-23;
1 Ts 4:16), o arrebatamento da igreja (
1 Ts 4:13-18;
1 Co 15:50-53), o surgimento do Anticristo (
Dn 7:8;
2 Ts 2:3-4), a Grande Tribulação (
Dn 9:27;
Mt 24:21-29;
Ap 11:2-3;
12:6,14;
13:5), a Segunda Vinda de Cristo (
Mt 24:37-44;
At 1:11;
Ap 1:7), o estabelecimento do Reino Milenar (
Ap 20:1-6), o Juízo Final (
Ap 20:11-15) e a criação de novos céus e nova terra (
Ap 21:1-8).
Ao fim da história, os justos viverão para sempre na presença de Deus, enquanto os que rejeitaram a salvação oferecida por Cristo sofrerão a pena da eterna destruição (
Dn 12:2-3;
2 Ts 1:9;
Ap 14:9-11).
Fonte:(Bíblia Sagrada)
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Toni Campos