O Dízimo e as Ofertas
01-Jan-2024
By: Walter Neto
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Dízimos e ofertas na Bíblia
Dízimos e ofertas na Bíblia é um dos principais temas que traz dúvidas entre os cristãos nos dias de hoje.
Existe dízimo no novo testamento? Dízimo é mandamento? Quando surgiu o dízimo? E as ofertas? Qual a diferença entre dízimos e ofertas?
Se você tem ou já teve alguma dessas dúvidas, creio que este estudo sobre dízimos e ofertas possa te ajudar.
Espero conseguir explicar nas próximas linhas tudo o que você precisa aprender para ter uma vida financeira saudável de acordo com o que a Bíblia nos diz sobre este assunto.
Por isso, leia este texto até o final para descobrir tudo sobre dízimos e ofertas na Bíblia.
Dízimos e Ofertas
Para começar, os dízimos e as ofertas são tipos diferentes de
contribuições que nós podemos fazer para Deus.
O ponto principal dos dízimos e das ofertas é
honrar e adorar a Deus com os nossos bens, como vemos em Provérbios:
“Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos.” (
Provérbios 3:9)
Honrar significa “fazer distinção”, enquanto Adorar significa “prestar culto” ao Senhor, reconhecendo que
Ele é o dono das nossas vidas.
Resumidamente, este é o
ponto principal dos dízimos e das ofertas. Nós entregarmos a
melhor parte dos nossos bens para Deus porque reconhecemos que
Ele é nosso Deus e Senhor.
É claro que isso também ajuda na manutenção das igrejas, com os irmãos necessitados, a financiar missionários. Mas esse não é o
objetivo real, somente a
consequência de honrar e adorar a Deus com os nossos bens.
Por isso, Deus não se preocupa necessariamente com a quantidade que você dá, mas sim com a
qualidade da sua oferta. Ou seja, Deus não se interessa pelo que você deu, mas sim pelo seu
coração.
Podemos ver isso claramente no livro de Malaquias, quando Deus “dá uma bronca” no povo de Israel por dar
dízimos e ofertas de baixa qualidade.
“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (
Malaquias 1:6)
Ou seja, o povo ainda dava os dízimos e as ofertas, mas elas eram de qualidade ruim. As pessoas não se importavam em
dar o melhor para Deus para
honrá-lo, mas somente em cumprir a lei de qualquer jeito.
Neste caso, isso quer dizer que os
dízimos e ofertas são mandamentos? E qual a diferença entre dízimos e ofertas, exatamente?
Calma, prometo que vou explicar agora o que é cada um deles, começando pelo significado do dízimo.
Dízimo na Bíblia
Nós podemos ver o dízimo acontecendo por toda a Bíblia, tanto no
Antigo como no
Novo Testamento.
A primeira menção que temos do dízimo é em
Gênesis, com Abraão que na época ainda se chamava somente Abrão. Foi aqui que o dízimo surgiu.
Em seguida, ainda em Gênesis, vemos Jacó prometendo dar o dízimo de todos os bens com os quais o Senhor o abençoasse.
Já em
Êxodo, vemos Moisés libertar o povo hebreu do Egito e em seguida, junto com os 10 mandamentos, dar para Israel a Lei de Deus. Esta lei tinha
regras específicas para os dízimos e ofertas.
Ou seja, embora o dízimo fosse contemplado na lei, vemos que ele já era praticado há muito tempo, ainda em Gênesis. Então, o dízimo
vem antes da lei. Por isso, dizemos que dízimo é um
princípio, algo acima da lei, que
ainda deve ser praticado.
E se quiser saber o pensamento do próprio Deus sobre não dar o dízimo, basta ler o que Ele fala em
Malaquias 3:8:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.”
Ele não poupa palavras e diz claramente que quem não O honra com o dízimo está
roubando a Deus. Mais claro que isso, impossível.
Mas pense comigo: se Deus está cobrando algo que “teoricamente” é nosso, por que Ele usa o termo
roubar?
Para que eu roube algo de alguém, isso significa que aquilo era
propriedade daquela pessoa, não é mesmo?
É exatamente isso. Tudo o que temos
pertence a Deus. Nós somos apenas
mordomos cuidando dos bens dEle aqui na terra.
Para explicar isso com mais profundidade, além de deixar claro pra você que dar o dízimo é algo
muito mais profundo do que parece, vou ter que voltar um pouco e esclarecer outro tema essencial no evangelho: a
redenção.
Redenção
Tenho certeza que você já ouviu essa palavra antes. Redenção é constantemente mencionada no
Novo Testamento, principalmente quando fala da obra de Cristo para nos salvar.
Por este motivo, muitas pessoas acham que redenção significa
salvação, ou
perdão dos pecados. Porém, isso
não é a redenção, somente o
resultado dela.
Mas o que exatamente é redenção?
Redenção significa “resgate” ou “remissão”. É quando você tem alguma
propriedade perdida sendo
comprada novamente por
outra pessoa. Vou explicar com mais detalhes.
A Lei de Israel — a mesma Lei que fala dos dízimos e ofertas — fala sobre o caso de pessoas que
não conseguem pagar suas dívidas. Ou seja, pessoas que pegavam dinheiro emprestado e, seja lá por qual motivo, não são capazes de pagar o que devem para as pessoas.
Naquela época não tinha nenhum órgão do governo que ajudasse nestes casos. Se você devesse dinheiro para alguém e não tivesse como pagar, a Lei era muito clara:
seus bens seriam tomados para que a dívida fosse paga — você pode ler sobre isso em
Levítico 25.
E pior, se os seus bens não fossem o suficiente para pagar a dívida, então você — e até mesmo sua família —
virariam escravos daquela pessoa, para que a dívida fosse paga.
E como você escapava dessa escravidão? Só tinham duas formas:
1 – ou você se livrava por tempo de trabalho — se você fosse judeu, eram 6 anos de serviço. Se fosse estrangeiro, poderia ser escravo por até 50 anos;
2 – ou você era redimido por algum parente próximo.
E por que precisava ser por um
parente próximo?
Porque este parente não pagava a sua dívida, ele
comprava a sua dívida. Então você não era mais servo da outra pessoa, porém virava
servo do seu redentor. E todos os seus bens
também passavam a ser do seu redentor.
Por isso precisava ser um parente próximo. Porque entendia-se que um parente próximo trataria você com muito mais
cuidado e amor do que o outro que te via somente como um escravo.
Embora você ainda fosse escravo, agora você era tratado
como família pelo seu redentor, justamente porque a pessoa era
mesmo da sua família.
E é exatamente isso que Deus fez por nós quando Jesus morreu na cruz:
Ele pagou a nossa dívida de sangue e nos
comprou para sermos seus escravos, juntamente com
todos os nossos bens.
A própria Bíblia fala que, por conta do nosso pecado, era impossível que nós mesmos pagássemos a nossa dívida:
“Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele. Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre.” (
Salmos 49:6-8)
Por isso, Deus vem e Ele mesmo nos compra, pagando toda a nossa dívida:
“E cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz.” (
Colossenses 2:14)
Vemos textos que também confirmam isso em
Apocalipse 5:9 e
I Pedro 2:9, deixando claro que somos propriedade dEle.
Na verdade, isso fica muito claro em todo o novo testamento. Um
resumo dessa obra redentora de Jesus pode ser visto neste texto de
Efésios 1:13,14:
“… fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.”
Nós somos “possessão adquirida” de Deus, desde que Ele virou o
nosso redentor.
Além disso, o versículo acima fala que Ele colocou o
Espírito Santo como um
selo de penhor sobre nós.
Um selo de penhor é algo que você coloca em
propriedades pessoais, para que todos saibam quem é o
dono daquilo.
Ou seja, nós somos
propriedade exclusiva de Deus, comprados pelo Seu sangue na cruz. Sem ficar economizando palavras: quando nós somos propriedade de alguém, isso significa que somos seus
escravos.
Paulo não esconde esse fato quando
chama a si mesmo de escravo em
Romanos 1:1 e fica mais claro ainda quando vemos o texto abaixo:
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (
1 Coríntios 6:19,20)
Sabendo agora de tudo isso e entendendo que você foi
comprado, você entende também porque o Reino de Deus
custa tudo o que você tem. Assim como Jesus nos ensinou nas parábolas:
“Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.” (
Mateus 13:44)
Tudo o que temos e tudo o que somos pertence a Deus, pois Ele nos comprou por completo. Entretanto, Deus em seu infinito amor não nos trata como escravos, mas como
filhos.
Porém, legalmente, Ele ainda é
nosso dono e nós somos
Sua propriedade. Por isso, fica a seguinte pergunta para nós:
como deve agir aquele que agora entende que foi comprado por Deus?
Para responder isso, vou precisar contar uma segunda história, que é a de
José no Egito. Mas fique tranquilo, prometo que depois disso tudo vai fazer sentido.
José no Egito
José foi um dos
filhos de Jacó — que na época já tinha seu nome alterado para Israel.
José governou o Egito como
braço direito de Faraó em uma época de grande seca em toda a terra. Alertado por Deus que isso aconteceria, ele se preparou e economizou para ter um
estoque de alimento durante este período.
Quando esse tempo de seca e fome chegou, o
Egito era o
único lugar que tinha comida em toda a terra. Isso permitiu que Faraó, através da gestão de José, conseguisse fazer
muito dinheiro vendendo alimentos para as pessoas.
A Bíblia fala que eles venderam tanta comida, que
acabou o dinheiro em circulação no país e as pessoas começaram a trocar seus bens por alimento. Porém, passados alguns anos, até mesmo isso acabou.
Então, os cidadãos do Egito fizeram o seguinte acordo com José: sabendo que eles não teriam como pagar pela comida, eles venderam as
suas terras e a
si mesmos como escravos para o Faraó — você pode ler toda essa história em
Gênesis 47.
Agora, todos os
bens, todas as
terras e todas as pessoas do Egito
pertenciam legalmente a Faraó, porque José os tinha
comprado em troca de comida.
Mas José, ao invés de oprimir o povo, fez o seguinte acordo com eles: de tudo o que eles produzissem,
20% iria para o Faraó, e o resto poderia ficar para o povo comer, plantar, vender etc.
Você acha que a reação do povo foi de “injustiça”?
Claro que não. Eles eram escravos. Legalmente,
100% do que eles tinham era de Faraó. Quando José permite que eles fiquem com
80%, o povo
faz festa e
agradece a José.
Isso porque eles entenderam algo que nós cristãos precisamos entender nos dias de hoje: por sermos escravos,
não temos direito a nada. 100% do que temos é do
nosso dono e Senhor.
Porém,
Deus é tão bom, que permite que a gente fique com a
maior parte dos bens dEle para nós. Em troca, assim como José fez com o povo do Egito, Ele nos pede só uma pequena parte do que produzimos:
10% de tudo que chegar a nossa mão, que é justamente o dízimo.
Se Deus pedisse 90%
ainda seria justo, porque
tudo é dEle. Mas não, Ele nos deixa ficar com a maior parte para nós. E por isso que o dízimo é importante.
E mesmo sabendo de tudo isso, ainda existem algumas pessoas que ficam em dúvida sobre o
dízimo no Novo Testamento. Por isso, vou falar agora especificamente sobre isso.
Dízimo no Novo Testamento
Antes de falarmos do dízimo no novo testamento, vamos lembrar o que já vimos até aqui:
Primeiramente, o dízimo é algo que surgiu
antes da Lei, como um
princípio. E depois que a Lei é cumprida por Jesus e Ele morre em nosso lugar, viramos agora
seus servos, porque Ele se tornou o nosso
redentor.
Ainda assim, algumas pessoas debatem muito sobre o
dízimo no Novo Testamento — na minha opinião, porque se preocupam mais com seus
bolsos do que com
honrar a Deus.
Afinal, mesmo que houvesse dúvida neste assunto — o que não há —, ainda assim eu preferiria “errar” dando
mais para Deus do que
menos.
E embora alguns digam que “não há um mandamento no novo testamento pedindo o dízimo”, eu digo também que não há nada no novo testamento falando que era pra
parar de dar o dízimo.
Jesus não anulou a Lei quando Ele morreu na cruz.
Ele cumpriu a Lei. Logo, os princípios do antigo testamento são os mesmos, embora alguns ritos mudem — como por exemplo o sacrifício de animais, que já não precisam mais ser feitos porque Jesus realmente
se sacrificou por nós.
Mesmo assim, vamos ver agora alguns textos que reforçam que a
prática do dízimo continua firme e forte mesmo após a nova aliança:
“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.” (
Mateus 23:23)
Jesus corrige os fariseus a todo momento durante o seu ministério na terra. Porém, neste texto, vemos que Ele
não os corrige sobre a
prática do dízimo. Pelo contrário, ele diz que o dízimo
deve continuar, só que sem esquecer de praticar o amor ao próximo.
Se isso ainda não for o suficiente, vamos ver o texto
definitivo sobre o assunto, em Hebreus. Ele só é um pouco mais difícil de entender, mas com o contexto certo, fica fácil.
Lembra que
a primeira pessoa a dar o dízimo na Bíblia foi Abraão — que na época se chamava só Abrão?
Então, quando ele deu o seu dízimo, foi para um sacerdote chamado
Melquisedeque. Que, olha só, estava levando com ele
pão e vinho — os mesmos elementos da ceia de Cristo.
A Bíblia não fala mais nada desse sacerdote. Somente que após recolher o dízimo,
abençoou a Abrão. E então, o autor de Hebreus nos diz o seguinte:
“Considerem a grandeza desse homem (Melquisedeque): até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos! A lei requer dos sacerdotes dentre os descendentes de Levi que recebam o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, embora estes sejam descendentes de Abraão. Este homem, porém, que não pertencia à linhagem de Levi, recebeu os dízimos de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas. Sem dúvida alguma, o inferior é abençoado pelo superior. No primeiro caso, quem recebe o dízimo são homens mortais; no outro caso é aquele de quem se declara que vive.” (
Hebreus 7:4-8)
Ora, e quem é
Aquele que cumpre o “sacerdócio de Melquisedeque”, que nos traz uma aliança de
pão e vinho, e agora é digno de receber o nosso dízimo pois é Aquele de quem
se declara que vive?
Jesus, é claro!
Assim como a continuação do texto diz no verso 17:
“Pois sobre ele é afirmado: ‘Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque’.” (
Hebreus 7:17)
Por isso, temos
base suficiente para afirmar que
existe o dízimo no Novo Testamento e que ele deve ser praticado até os dias de hoje.
Por fim, já vi algumas pessoas perguntarem também “quem transformou o dízimo em dinheiro”?
Na verdade, isso foi uma evolução que ocorreu com o tempo, quando as pessoas pararam de fazer trocas e passaram a negociar com
dinheiro.
Bom, agora que falamos tudo sobre o princípio do dízimo na Bíblia, vamos falar também sobre as
ofertas.
Ofertar com alegria
As ofertas são contribuições voluntárias que fazemos que vão
além do dízimo. Na verdade, ela já existia bem antes do dízimo na Bíblia.
A primeira vez que vemos algo ser ofertado na Bíblia é bem no início de Gênesis, com
Caim e Abel.
E desde este primeiro texto de oferta já vemos que a intenção de Deus
não era receber nossos bens, mas sim receber a
honra do nosso ato de ofertar e dar o dízimo.
Justamente por isso, existem várias
formas diferentes de ofertar que são mencionadas na Bíblia: louvar, cuidar dos mais pobres, santificar nosso corpo.
Mas por hora vamos falar somente da oferta com nossos bens. Ou seja, com dinheiro.
Na Bíblia não fala
quanto ou
quando se deve ofertar. Porém, ela é bem clara em
como isso deve ser feito:
“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (
2 Coríntios 9:7)
A oferta é um
ato de amor, que não visa somente uma igreja, mas o
Reino de Deus. Você pode, por exemplo, ofertar diretamente na vida de um irmão,
de um missionário ou de um projeto.
A parte principal da oferta é a
motivação que nos leva ao ato de ofertar. Tanto que Jesus, quando ficou observando as pessoas ofertarem, não estava de olho no
quanto elas ofertavam, mas em
como elas ofertavam:
“E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.” (
Marcos 12:41)
A oferta demonstra
gratidão, generosidade e
fidelidade a Deus. É uma
expressão material do ato de
amar ao Senhor e ao
nosso próximo.
Exemplo prático de Dízimo e Ofertas
Como eu sei que mesmo após todo este texto algumas pessoas ainda ficarão com dúvidas sobre como aplicar estes
princípios de dízimos e ofertas, quero dar um exemplo do que eu faria na prática.
Lemos em
Mateus 22:21 “Dai a César o que é de César” significa que é lícito o pagamento de impostos cobrados pelos governos humanos.
Contudo, jamais alguém pode direcionar aos governantes terrenos aquilo que é devido exclusivamente a Deus.
Daí a continuação da declaração é:
“e a Deus o que é de Deus”.
Vamos supor que eu receba um salário de $1.000 por um mês de trabalho. Como eu aplicaria os princípios que a Bíblia nos ensina sobre finanças neste valor?
Primeiro, o
dízimo. São 10% de tudo o que ganhei. Ou seja, são $100 de dízimo.
Depois, eu daria
5% de oferta, que são $50 — embora pareça pouco, é bastante coisa para uma renda de $1.000.
Ou seja, no final eu devolveria
$150 para Deus.
Lembrando que isso é só uma
sugestão. O valor da sua oferta pode ser
maior ou
menor, de acordo com as
suas posses.
Se você for empresário,
não dê o dízimo sobre o seu
faturamento, mas sim do seu
ganho real. Do mesmo modo, não dê o dízimo do
valor total de algo que você vendeu — como um imóvel, por exemplo. Dê somente o dízimo
do lucro que você teve com a transação.
Mas reforçando: se você for instruído pelo
Espírito Santo a fazer algo diferente disso,
faça. Essas são apenas algumas
sugestões.
Por fim, ainda há uma parte do dinheiro que deve ser destinada para as
primícias. Mas vamos falar sobre isso um outro dia.
Conclusão
Espero que essa reflexão sobre
dízimos e ofertas na Bíblia possa ter te ajudado a dar mais um passo na
caminhada cristã.
Vimos que o verdadeiro propósito dos dízimos e ofertas é
honrar a Deus. Ser abençoado é só uma
consequência disso.
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compartilhe ele com seus amigos. Assim, mais pessoas aprenderão sobre os
verdadeiros princípios do dízimo e da oferta de acordo
com a Bíblia.
(Fonte: Entenda Seu Chamado)
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Toni Campos