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A IGREJA DE ÉFESO
17-Jun-2023
By: Wikipedia
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"Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro
". (Ap.2:1)
Éfeso foi uma das grandes cidades dos gregos jónicos na Ásia Menor, situada no local onde o rio Cayster desagua no Mar Egeu. Foi fundada por colonos provenientes principalmente de Atenas. Ciro, o Grande, incorporou a cidade ao império persa e Alexandre, o Grande, a libertou em 334 a.C.. Com o surgimento do cristianismo, Éfeso foi uma das primeiras cidades cuja pregação dos apóstolos alcançou. Atualmente, pertence à Turquia.
Em Éfeso que existia um dos maiores teatros do mundo com capacidade para 25.000 espectadores de uma população total estimada em cerca de 400.000-500.000 habitantes. Era a quinta mais populosa cidade do império.
É também em Éfeso que surgem as condições para uma mudança fundamental no pensamento do Ocidente, durante os séculos VII e VI a.c. Éfeso e Mileto, também na Ásia Menor, são os berços da filosofia.
Em 133 a.C. Éfeso foi declarada capital da província romana da Ásia, mas pesquisas arqueológicas revelam que Éfeso já se constituía em centro urbano antes do ano 1000 a.C., quando era ocupada pelos jônios.
Sua riqueza, contudo, não era apenas material. Nela se destacavam iniciativas culturais como escolas filosóficas; escola de magos e muitas manifestações religiosas, sendo a mais significativa em torno de Ártemis, a deusa da fertilidade.
É dedicado a Ártemis o maior templo nela encontrado por arqueólogos austríacos. Ao lado do templo de Ártemis, com 80 m de comprimento e 50 m de largura, foram encontrados suntuosos palácios construídos pelos romanos.
Como é comum em praticamente todas as cidades ao redor do mar Mediterrâneo, também Éfeso acumulava em sua tradição traços religiosos orientais, egípcios, gregos, romanos e do judaísmo.
O antigo geógrafo Estrabão, que viveu de 64 a.C. a 25 d.C., descreveu-a como "o maior centro de comércio exterior que havia na "Ásia" (Geografia XII, 8 e 5). Os arqueólogos encontraram uma inscrição em pedra (talvez erigida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como a "mais ilustre de todas as cidades" da Ásia.
Sua população era, na sua maioria, constituída de pessoas razoavelmente ricas e bastante intelectualizadas.
A Igreja em Éfeso
A mensagem à igreja em Éfeso, como descrita no livro do Apocalipse, apresenta uma análise minuciosa das suas ações e posturas espirituais. Inicialmente, o Senhor elogia suas virtudes, tais como obras, trabalho árduo, paciência e discernimento ao lidar com falsos apóstolos. Contudo, uma repreensão crucial é feita: eles abandonaram o seu primeiro amor, isto é, perderam a paixão e a intimidade espiritual com Deus. O chamado é claro: recordar-se da sua queda, arrepender-se e retornar ao fervor espiritual inicial, ou então sofrer as consequências.
É significativo observar a aversão às práticas dos nicolaítas, um grupo associado a comportamentos contrários aos ensinamentos de Cristo. Isso ressalta a importância da santidade e da fidelidade aos princípios cristãos. A mensagem conclui com uma exortação universal a todos os ouvintes espirituais e uma promessa aos vencedores: o privilégio de desfrutar da árvore da vida no paraíso de Deus, simbolizando a vida eterna e a comunhão restaurada com Ele.
Essa promessa não se limita a Éfeso, estendendo-se a todas as igrejas e crentes fiéis. A referência a outras passagens bíblicas, como Mateus 26:29 e João 21:5-14, reforça a ideia de que os santos usufruirão plenamente das bênçãos divinas em seu estado glorificado. Assim, a mensagem à igreja em Éfeso serve como um lembrete para todos os crentes sobre a importância de manter o fervor espiritual e a devoção a Cristo, assegurando assim a participação nas promessas divinas de vida eterna e comunhão íntima com Deus.
1. Contexto da Mensagem: A carta à igreja em Éfeso começa com uma descrição de Cristo como aquele que tem nas mãos as sete estrelas e anda no meio dos sete castiçais de ouro, símbolos da autoridade e presença de Cristo nas igrejas (Apocalipse 1:20).
2. Elogios e Repreensões: Cristo elogia a igreja em Éfeso por suas obras, trabalho árduo, paciência e discernimento espiritual ao testar os falsos apóstolos. No entanto, ele também a repreende por ter abandonado seu primeiro amor, uma indicação de que eles haviam perdido o fervor espiritual e a paixão inicial por Cristo e seu evangelho.
3. Exortação ao Arrependimento: Cristo instrui a igreja a lembrar-se de sua condição espiritual anterior, arrepender-se e voltar às práticas e ao fervor inicial. Ele adverte que, se não se arrependerem, ele removerá seu castiçal, simbolizando a retirada de sua presença e bênção daquela igreja.
4. Rejeição das Obras dos Nicolaítas: Cristo elogia a igreja por odiar as obras dos nicolaítas, um grupo cujas práticas são desconhecidas, mas que eram contrárias aos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos.
5. Promessa ao Vencedor: A carta termina com uma promessa aos que vencerem, indicando que eles terão o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus, uma imagem simbólica da vida eterna e da comunhão íntima com Deus.
Essas promessas ao vencedor refletem a esperança da vida eterna e da comunhão restaurada com Deus para aqueles que permanecem fiéis até o fim. Elas são um lembrete do destino glorioso reservado para os santos de Deus.
Fontes: (pt.wikipedia.org; Estudos Bíblicos)
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