17-Set-2026
By: Toni Campos
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O sol de primavera iluminava Jerusalém, e a cidade fervilhava de peregrinos vindos de todas as partes.
O ar estava carregado de expectativa: rumores corriam de que o Mestre, o profeta da Galileia, entraria na cidade naquele dia.
Hosana, a jovem de olhos escuros e passos ligeiros, caminhava entre a multidão.
Seu nome, tantas vezes entoado nos salmos, parecia ecoar em cada esquina.
Ao lado dela, seu irmão mais novo, Eliabe, segurava um ramo de palmeira.
— Hosana, você ouviu? — disse Eliabe, quase sem fôlego.
— Ele vem montado em um jumentinho, como os profetas anunciaram.
Ela olhou para o menino e sorriu, mas sua mente estava cheia de perguntas.
Aproximaram-se da porta da cidade, onde comerciantes fechavam suas bancas e famílias se reuniam.
Um grupo de anciãos discutia em voz alta:
— “Este é o Filho de Davi!” — exclamou um deles.
— “Mas será mesmo o libertador?” — retrucou outro, franzindo o cenho.
— “Esperamos um rei guerreiro, não um homem simples.”
Hosana se deteve, ouvindo atentamente.
Uma mulher idosa, chamada Miriam, segurou sua mão e disse com ternura:
— Minha filha, não despreze a simplicidade. Às vezes, a salvação chega sem espada, mas com mansidão.
De repente, um clamor percorreu a rua.
O Mestre aparecia ao longe, montado em um jumentinho.
Crianças corriam à frente, espalhando flores pelo caminho.
Homens e mulheres estendiam seus mantos no chão, formando uma estrada improvisada.
A multidão começou a gritar em uníssono:
— Hosana! Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana sentiu o coração acelerar.
Seu próprio nome se misturava ao cântico coletivo, como se fosse chamado pelo céu.
Aproximou-se mais, até que seus olhos encontraram os do Mestre.
Ele não disse palavra, mas o olhar transmitia paz e firmeza.
Eliabe, emocionado, ergueu o ramo de palmeira e gritou:
— Hosana nas alturas!
Hosana caiu de joelhos.
As lágrimas escorriam, não de tristeza, mas de compreensão.
Aquele momento não era apenas uma entrada triunfal; era o início de algo maior, uma promessa viva.
Ao redor, os personagens se multiplicavam:
• Um cego curado pelo Mestre, agora guiando outros com alegria.
• Um pescador da Galileia, lembrando os dias à beira do mar.
• Uma mãe com seu bebê nos braços, cantando como se fosse uma oração.
Todos unidos em um só clamor: Hosana!
E Hosana, a jovem, finalmente entendeu: seu nome não era apenas uma palavra, mas uma oração que atravessava gerações.
Uma súplica e, ao mesmo tempo, uma celebração da esperança que havia chegado.
Fonte: (Biblia; IA Copilot)
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Toni Campos