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MASHIACH (UNGIDO) - Parte II
17-Jun-2023
By: Inst Beit Chabad
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Mashiach não é apenas uma idéia encantadora. Mashiach será uma pessoa de carne e osso que irá desempenhar uma tarefa real. Ao descrever Mashiach, Maimônides nos relata que tipo de pessoa ele deverá ser e o que deverá fazer.
Maimônides explica que Mashiach descenderá da família do rei David. Será um grande sábio de Torá e observará as Mitsvot (mandamentos) da maneira mais cuidadosa e perfeita possível. Mashiach inspirará todo o povo judeu a estudar Torá e cumprir as Mitsvot (mandamentos). Levará o povo judeu a vitórias nas batalhas de Hashem. Construirá o Bet Hamicdash (Templo) e reunirá os juD-us, de todos os confins da Terra, em Erets Yisrael. Sob sua direção, o mundo todo servirá a Hashem.
Não Apenas Esperando - Antecipando! Esperamos por muitas coisas. Esperamos o ônibus escolar pela manhã; esperamos na fila do supermercado; esperamos no consultório médico a enfermeira nos chamar. Mesmo em casa, a mãe ou o pai dizem freqüentemente: "Espere um minuto!" Podemos esperar por muitas coisas que podem ou não acontecer Se o ônibus da escola quebrar, não virá nesta manhã. Se a caixa de supermercado enguiçar, o funcionário não poderá registrar as mercadorias. Mesmo quando mamãe diz, Espere um minuto!" - ela pode de repente receber um telefonema importante. Então talvez tenhamos de esperar mais ainda.
Mas esperar por Mashiach é diferente. Temos certeza que ele está vindo. É uma espera diferente, chamada antecipação. Antecipamos a vinda de Mashiach. Realmente acreditamos que ele virá. Os juD-us sempre anteciparam com ansiedade a vinda de Mashiach. Todo Tish'á Beav, podia-se encontrar Rabi Avraham, filho do Maguid de Mezeritch, sentado com a cabeça curvada entre os joelhos, lamentando a Galut. Contudo, de quando em quando, ele erguia a cabeça e perguntava: "Ele ainda não está aqui? Mashiach ainda não chegou?" Nosso povo não antecipa a vinda de Mashiach apenas em Tishia Beav. Esperamos que ele chegue a qualquer momento. Um grande casamento estava programado e centenas de pessoas de todos os lugares foram convidadas. A neta do Alter Rebe ia se casar com o neto do Rabi Levi Yitschac de Berditchev. As pessoas que receberam o convite não ficaram surpresas com seu conteúdo. Nele estava escrito exatamente o que o Rebe acreditava: "O casamento será realizado, se D-us quiser, em Jerusalém. No caso, D-us nos livre, que Mashiach ainda não tenha chegado, será realizado na cidade de Zhlobin."
Não estamos desanimados por já ter passado, há muito, o prazo da vinda de Mashiach. Pelo contrário, devemos nos encorajar de que sua chegada está cada vez mais próxima. Um indivíduo deixou cair, numa cesta de papéis usados, um certificado bancário que valia muitos milhares de dólares. Ele revirou os papéis durante várias horas, tentando encontrá-lo. Um homem passou por ali e ficou surpreso com a ansiedade e o crescente entusiasmo do sujeito, mesmo após horas de busca infrutífera. "Pelo contrário" - exclamou, enquanto verificava cada pedaço de papel - "agora que já estou quase no fim da pilha, sinto-me mais encorajado, pois sei que irei encontrá-lo logo"
O homem sabia que sua longa busca valia a pena. Não desanimou. Agora, imagine se ele tivesse encontrado uma nota de cem dólares no topo da pilha. Será que ele teria pensado: "Para que perder tempo e esforço, procurando aquele certificado perdido?" Claro que não! O certificado perdido valia muitos milhares de dólares! Você sabe a diferença entre uma cédula de dinheiro e um titulo do tesouro (CDB)? Uma cédula é dinheiro imediato. Um certificado é como um cheque que pode ser trocado por dinheiro algum tempo depois. Gostamos de receber aquilo que é palpável. Quando queremos alguma coisa, a queremos logo. Ficamos desapontados ou desanimados se não a obtivermos de imediato. Mas não devemos desanimar com a longa espera por Mashiach. Nossas almas podem avaliar um "CDB". Elas não perdem o ânimo pela espera. Como o indivíduo que revira o fundo da caixa, as almas encorajam-se e se entusiasmam pela antecipação da vinda de Mashiach.
A platéia estava sentada no auditório, aguardando o inicio do espetáculo. Todos estavam ansiosos. Há muito esperavam sua chegada na cidade. O artista mundialmente conhecido iria, afinal, se apresentar ali. A cortina ainda estava fechada, mas todos sabiam que, a qualquer momento, se abriria. Mas isto não aconteceu. Vagarosamente, o silêncio da platéia tornou-se um rumor baixo e continuo. Duas mulheres começaram a trocar receitas. Empresários discutiam assuntos financeiros. As pessoas sentadas próximas se apresentavam umas às outras. Todos estavam ansiosos pelo inicio do espetáculo, mas conversavam sobre outros assuntos, uma vez que nada acontecia no palco. Onde estava o artista?
Na realidade, ele estava bem atrás da cortina, observando a platéia por uma fresta e pensando: "Eu podia entrar neste momento. Contudo, as pessoas parecem muito ocupadas com seus próprios afazeres. Suas mentes estão preenchidas por outros assuntos. "Talvez eu deva esperar. Não quero incomodá-las agora" pensou o artista. Lógico, provavelmente parariam quando eu entrasse no palco, mas é óbvio que não há motivo para que me apresse neste momento. Se estivessem mais ansiosas por minha presença, eu saberia. Estariam olhando fixamente a cortina, concentrando sua atenção no palco." Mashiach está pronto para aparecer. Ele está esperando por nós mais do que nós por eles Ele. E Ele quer que focalizemos nossa atenção em sua chegada; que estejamos alertas e dirijamos nossos pensamentos para sua vinda. Não é certo que nos preocupemos com nossos próprios assuntos. Não seria bom dizer: "Oh, seja Benvindo, Sr. Mashiach. O senhor chegou justamente agora que estou terminando de conversar com meu amigo. Desculpe, mas quando o senhor entrou, meus pensamentos estavam voltados para outros assuntos."
Quando Rabino Yossef Ber Soloveitchik estava em Varsóvia, uma delegação da comunidade de Brisk lhe pediu para que se tornasse o rabino da cidade. Rabino Soloveitchik não quis aceitar tal posição. Finalmente, um membro da delegação exclamou: "Digníssimo rabino! Vinte e cinco mil juD-us esperam ansiosamente por sua chegada!" Rabino Soloveitchik ficou emocionado pelas palavras do homem. Ele chamou a sua Rebetsin e pediu: "Por favor, dê-me meu casaco e chapéu. Não posso deixar vinte e cinco mil juD-us esperando." "Rabino Soloveitchik não queria deixar vinte e cinco mil juD-us esperando. Imaginem" - disse o Chafêts Chayim ao contar esta história - "o que aconteceria se Mashiach soubesse que todo o povo judeu aguarda ansiosamente por sua chegada. Não teria ele vindo imediatamente?"
Podemos Fazer Acontecer!
Ao contar ao nosso povo sobre a Gueulá, um dos profetas disse: "No tempo apropriado, Eu a apressarei." Estas duas expressões parecem ser contraditórias: há um tempo estabelecido para a vinda de Mashiach ou ele pode chegar antes? Nossos sábios nos ensinam que as duas possibilidades são verdadeiras. Hashem realmente estabeleceu um tempo definido para a vinda de Mashiach. Contudo, há ainda uma oportunidade de "apressá-la." Se nos prepararmos adequadamente, Hashem pode e realmente fará acontecer a qualquer momento.
Certos períodos especiais na história judaica foram, de fato, propícios para a chegada de Mashiach. Infelizmente, o povo judeu não aproveitou por completo estas oportunidades; não se preparou devidamente. Em outras palavras, a época era adequada, mas o povo judeu não estava pronto. Também agora estamos vivendo uma era especial. O Lubavitcher Bebe Shlita diz-nos para abrir os olhos. Então poderemos ver que a Redenção não é um sonho remoto, mas algo real, para aqui e agora.
Os profetas descrevem a vinda de Mashiach de duas maneiras aparentemente apostas. A primeira diz que ele virá como um pobre montado num burro, enquanto a segunda afirma que ele chegará como um príncipe cavalgando uma nuvem. Mashiach pode vir de qualquer uma das duas maneiras. A diferença depende de nós. Se fortalecermos nossa crença, estudando e pensando nele e vivermos com estes pensamentos - podemos fazer isto acontecer. Mashiach chegará rapidamente, como nuvens velozes que se aproximam no céu. Mesmo se nos ocuparmos com nossos assuntos, ele certamente um dia virá. Contudo, levará tempo, como o vagaroso trotar de um burro.
Muita Coisa Boa Foi Somada
Hashem criou este mundo para ser Sua morada. A Torá e as Mitsvot (mandamentos) mostram-nos como trazer luz e santidade neste mundo e torná-lo o Seu lar. Mais de três mil anos se passaram desde que Hashem nos deu a Torá no Monte Sinal. Nestes anos todos, o mundo absorveu muita santidade. Durante este tempo, homens, mulheres e crianças estudaram bastante Torá e cumpriram muitas Mitsvot (mandamentos). Agora, o mundo está pronto para a luz resplandecente de Hashem, que brilhara com a vinda de Mashiach. Mas ainda resta uma importante questão:
Com certeza, você perguntará, as pessoas têm cumprido muitas Mitsvot (mandamentos); e as coisas ruins que elas fizeram? Será que não anulam as Mitsvot (mandamentos)? Não, não anulam. Nossos sábios explicam que as coisas boas se somam, como uma bola de neve que vai sempre aumentando. Contudo, as más ações não se somam. Certa vez, Chani ajudou a Sra Cohen a carregar, escadas acima, enormes sacos de supermercado até seu apartamento. A Sra. Cohen não parava de agradecê-la e continuou a elogiá-la muitas semanas depois. Uma vez, a Sra. Cohen viu Chani discutindo com a irmã caçula. Amavelmente chamou-a e disse: "Estou espantada em ver isso de uma boa menina como você!" A Sra. Cohen chamou Chani de boa menina, mesmo que naquele momento estivesse fazendo uma coisa errada. A boa ação que Chani fez semanas atrás deixou uma impressão duradoura. Porém, atitudes ruins não são sempre lembradas da mesma maneira.
Uma vez, Beni estava brincando descuidadosamente com sua bola. Ele quebrou a janela da garagem do Sr. Schwartz. Ao ouvir o som do vidro se quebrando, um irado Sr. Schwartz saiu correndo da casa. Com certeza, queria mostrar a Beni como ele estava descontente! Beni se sentiu envergonhado por sua falta de cuidado e desculpou-se. O Sr. Schwartz percebeu que o menino estava sendo sincero e o perdoou. Nunca mais mencionou o incidente. Assim, notamos que o bem soma, enquanto as atitudes erradas não deixam má impressão se nos arrependemos e fazemos Teshuvá (arrependimento). Teshuvá varre para longe as coisas más. O que resta? Apenas o bem que foi acumulado durante os séculos.
Quando olhamos a nossa volta, podemos dizer que o tempo da grande mudança chegou. Muitos acontecimentos no mundo procuram nos mostrar que fatos importantes estão ocorrendo: o colapso do bloco comunista, a Guerra do Golfo, os imigrantes desembarcando em Erets Yisrael e muito mais. Observar o que acontece no mundo é como ficar olhando uma panela no fogo. Quando começa a borbulhar e ferver, sabemos que a comida está pronta. O mundo também parece estar balançando, tremendo e remexendo, como se estivesse dizendo: "Estou pronto para uma verdadeira mudança."
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