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Jacó e Labão acreditavam no mesmo Deus?
Em Gênesis 31, Labão e Jacó fazem um pacto. A parte de Jacó era tratar bem suas esposas – filhas de Labão – e não aceitar outras. Labão tinha que deixar Jacó em paz. Esse pacto foi marcado pela construção de um pilar, uma troca de votos e uma refeição. Em seu voto, Labão chama a Deus, pedindo que "julgue entre nós". Será que ambos acreditavam no mesmo Deus?
Um ou dois deuses?
Perdido na tradução?
A maioria das traduções apresenta as palavras hebraicas originais aqui como “julgue entre nós”, que pode ser percebido como um julgamento singular de um único Deus. O hebraico, contudo, usa um verbo no plural: ishpetu beineinu (יִשְׁפְּטוּ בֵינֵינו). No texto original, é possível ver com clareza que não é a um Deus, mas a dois – o Deus de Abraão e o Deus de Naor – que Labão pede para “julgar” entre ele e Jacó.
Jacó resiste à equação
A resposta de Jacó ao juramento de Labão é realmente extraordinária: ele jura em nome do Temor do seu pai Isaque. Por quê? Jacó não quer jurar pelo nome genérico de divindade, eloim, o termo que poderia ser usado, e foi, de fato, usado por Labão, para outros Deuses. Com todo o seu coração, Jacó resiste à equação entre os Deuses de Naor e o Deus de Abraão.
Descubra as camadas ocultas
Assim, a troca de juramentos entre Labão e Jacó apresenta, na realidade, um duelo teológico que se perde totalmente na tradução. Mesmo nesse procedimento conciliatório, Jacó ainda está absolutamente determinado a evitar a equação entre o Deus de Abraão e os outros Deuses; portanto, ele recorre à experiência única de seu pai.

Israel Institute
of Biblical Studies
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1 Comentário
Administrador 17 Jun 2023 at 11:30pm
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