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Eu Quero!

01-Julho-2026

By: Toni Campos

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O sol ainda se erguia tímido sobre Cafarnaum quando Jesus desceu a encosta, seguido por uma multidão curiosa.

O ar estava carregado de expectativa, como se cada olhar buscasse nEle uma resposta para a dor e a esperança que carregavam.

Um leproso, envolto em trapos e marcado pela exclusão, rompeu o silêncio.

Aproximou-se com reverência, ajoelhando-se diante do Mestre.

— Senhor — disse com voz trêmula —, se quiseres, podes purificar-me.

Jesus o fitou com ternura. Estendeu a mão, gesto ousado diante dos olhares horrorizados, e tocou-lhe o ombro.

— Quero. Fica limpo.

O homem estremeceu. A pele antes marcada pela doença agora se renovava diante de todos.

Murmúrios se espalharam pela multidão, alguns em espanto, outros em incredulidade.

Logo depois, um centurião romano se aproximou, sua postura firme contrastando com a humildade em seus olhos.

— Senhor, meu servo jaz em casa, paralítico, sofrendo terrivelmente.

Jesus respondeu sem hesitar:

— Eu irei curá-lo.

Mas o centurião ergueu a mão, quase em súplica.

— Não sou digno de que entres em minha casa. Basta uma palavra tua, e meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito à autoridade: digo a um soldado “vai”, e ele vai; a outro “vem”, e ele vem.

Jesus sorriu, admirado.

— Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei fé como esta. Vai, e seja feito conforme creste.

Naquele instante, o servo do centurião foi curado.

O murmúrio da multidão se transformou em espanto reverente.

Mais tarde, ao entrar na casa de Pedro, Jesus encontrou a sogra dele deitada, febril.

Aproximou-se, tomou-lhe a mão e a febre se dissipou como fumaça ao vento.

Ela se levantou de imediato, servindo-os com alegria, como se a vida tivesse sido devolvida em abundância.

Ao cair da noite, trouxeram-lhe muitos aflitos: endemoninhados, enfermos, desesperados.

Jesus, com uma palavra, expulsava os espíritos, e com um toque curava os doentes.

A casa se encheu de vozes, algumas em pranto de gratidão, outras em cânticos improvisados.

Um discípulo, impressionado, murmurou:

— Mestre, como pode carregar tanto peso?

Jesus olhou para o horizonte, onde o mar refletia a lua nascente.

— O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. Mas quem quiser seguir-me, deve estar pronto a deixar tudo.

Naquela noite, o vento começou a soprar forte.

Ao atravessarem o mar, uma tempestade se levantou, engolindo o barco em ondas furiosas.

Os discípulos, apavorados, clamaram:

— Senhor, salva-nos! Estamos perecendo!

Jesus levantou-se, o olhar firme diante do caos.

— Por que temeis, homens de pouca fé?

Ergueu a mão e ordenou ao vento e ao mar:

— Acalmem-se.

De repente, o silêncio caiu sobre as águas. O barco balançava suavemente, e os discípulos se entreolhavam, atônitos.

— Quem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem? — sussurrou um deles.

Ao chegarem à outra margem, dois homens possuídos por espíritos malignos vieram ao encontro, gritando entre os túmulos.

— Que temos contigo, Filho de Deus? Vieste atormentar-nos antes do tempo?

Jesus os fitou com autoridade. Os espíritos imploraram:

— Se nos expulsas, deixa-nos entrar naqueles porcos.

Com um simples gesto, Jesus consentiu.

Os homens caíram livres, e a manada de porcos precipitou-se no mar, desaparecendo nas águas.

Os habitantes da região, assustados, pediram-lhe que partisse.

E Jesus, sereno, entrou novamente no barco, deixando atrás de si o rastro de milagres e de fé que transformava corações.

Jesus quer...E você?

Fonte: (Biblia; IA Copilot)

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Toni Campos

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