03-Set-2026
By: Toni Campos
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O jovem estudante de teologia, inquieto, levantou os olhos do pergaminho e perguntou ao mestre:
— E se o mundo terminasse hoje? O que aconteceria com as pessoas?
O professor, homem de voz grave e olhar sereno, pousou o livro sobre a mesa e respondeu:
— Se o fim viesse agora, meu rapaz, não seria apenas o apagar das estrelas ou o silêncio das cidades. Seria o momento em que os céus se rasgariam como um véu, revelando o trono eterno.
— O sol perderia seu brilho, e a lua se tornaria sangue. As montanhas tremeriam, e os mares se ergueriam em fúria. Os anjos, que já caminham invisíveis entre nós, recolhendo cada gesto, cada palavra e cada pensamento, apresentariam seus registros diante do Juiz.
O estudante, com o coração acelerado, insistiu:
— E o julgamento? Seria apenas condenação?
— Não, — disse o mestre, com firmeza — o julgamento é também galardão. Como um pódio, onde cada um recebe segundo o que fez. Os escolhidos e predestinados, aqueles que permaneceram fiéis, seriam separados dos ímpios, filhos da desobediência.
— É como a parábola do trigo e do joio: os anjos fariam a colheita, distinguindo o que pertence ao Senhor e o que se perdeu nas trevas.
E enquanto falava, o professor parecia ver diante de si a cena:
O céu aberto em claridade indescritível, e miríades de anjos descendo como relâmpagos, suas asas resplandecendo em fogo e glória. Eles percorriam a terra, recolhendo as almas como ceifeiros em um campo maduro.
Uns eram conduzidos com cânticos e coroas, outros afastados em silêncio pesado, como sombras que se dissolvem na noite.
E então acrescentou, com voz solene:
— No Reino de Deus existem muitas moradas, como disse o Senhor. Cada galardão será segundo o que cada um fez. Uns habitarão em palácios de luz, outros em jardins eternos, outros ainda em mansões celestiais que resplandecem como cristal.
— Não haverá inveja, pois cada morada será perfeita para aquele que a receber. O galardão não é apenas recompensa, mas revelação da medida da fidelidade de cada coração.
O estudante imaginou multidões diante do trono, uns recebendo coroas de glória, outros sendo afastados para longe da luz. O som de trombetas ecoava, e cada coração era desnudado diante da verdade. E então, com voz quase sussurrada, perguntou:
— E nós, professor? Onde estaríamos?
O mestre sorriu, não com ironia, mas com ternura:
— Estaríamos onde nossa fé nos levou. Pois o fim não é apenas o término do mundo, mas a revelação de quem realmente somos. O que importa não é o medo do juízo, mas a esperança da promessa.
— Se vivemos como filhos da luz, o fim será apenas o início da eternidade — e nossa morada será conforme o galardão que nos foi preparado desde antes da fundação do mundo.
O estudante baixou os olhos, sentindo que a pergunta que fizera não buscava apenas conhecimento, mas também consolo.
E naquele instante, compreendeu que o verdadeiro estudo da teologia não era acumular respostas, mas aprender a viver preparado para o último dia.
Fonte: (Biblia; IA Copilot)
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Toni Campos