25-Ago-2026
By: Toni Campos
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No Instituto Teológico, um debate se tornava cada vez mais intenso.
O professor, com a Bíblia aberta sobre a mesa, dizia com voz firme:
— Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Imagem, no caráter: justiça, santidade, amor. Semelhança, no espírito: comunhão e poder. Jesus é o exemplo vivo, o modelo perfeito. Ele curava cegos, fazia paralíticos andarem, multiplicava pães e peixes, acalmava tempestades, ressuscitava mortos.
— Pergunto: por que hoje não vemos nem ouvimos falar desses milagres acontecendo com a mesma frequência?
Um aluno, pensativo, respondeu:
— Professor, talvez seja falta de fé de quem ora. Jesus disse que se tivéssemos fé como um grão de mostarda, moveríamos montanhas. Mas será que não é também falta de fé de quem recebe?
Outro rebateu:
— Mas lembrem-se: Jesus curou até aqueles que não tinham plena consciência de quem Ele era. O poder estava na sua comunhão com o Pai. Talvez o problema seja que hoje buscamos milagres sem buscar santidade. Queremos sinais sem viver a vida rendida.
Um terceiro, mais ousado, levantou-se:
— Mestre, e quanto aos milagres que quase não se vê hoje? Pessoas sendo libertas instantaneamente de vícios profundos, como alcoólatras largando a bebida de um dia para o outro; enfermos em estado terminal levantando da cama; multidões sendo alimentadas sobrenaturalmente quando não há recursos; até mesmo mortos voltando à vida.
— Esses sinais eram comuns no ministério de Jesus e dos apóstolos, mas hoje são raros. Isso não seria prova de que nossa fé se tornou mais teórica do que prática?
O professor, provocando ainda mais, disse:
— Então vocês acreditam que o poder está disponível, mas não se manifesta porque vivemos uma fé superficial? Ou será que os milagres tinham um propósito específico, como autenticar a missão de Cristo, e não são para todos os tempos?
A sala se dividiu.
Alguns defendiam que os milagres dependem da fé de quem ora; outros, da fé de quem recebe.
Houve quem dissesse que a incredulidade coletiva da sociedade bloqueia o fluir do Espírito.
Outros afirmaram que os milagres não são espetáculo, mas sinais que acompanham a missão — e que, sem missão, não há sinais.
O professor concluiu:
— Talvez a resposta esteja em não separar caráter e poder. Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Jesus mostrou que o verdadeiro milagre começa na transformação do coração.
— Quando o caráter é moldado pelo Espírito, os sinais seguem naturalmente. O problema não é apenas falta de fé, mas falta de vida rendida. O milagre não é fim em si mesmo, mas consequência de uma comunhão viva com o Pai.
O silêncio caiu sobre o auditório.
Cada aluno refletia: não era apenas uma questão teológica, mas um chamado existencial.
Afinal, ser imagem e semelhança de Deus não é repetir palavras, mas encarnar Cristo vivo.
E talvez aí esteja o maior milagre: uma vida transformada que, por si só, já é sinal do Reino.
Fonte: (Biblia; IA Copilot)
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Toni Campos