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14-Ago-2026

By: Toni Campos

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Lucas tinha apenas dezessete anos quando começou a sentir um chamado que não sabia nomear.

Não vinha em forma de trombetas ou revelações grandiosas, mas em inquietações silenciosas que surgiam no coração.

Ele acordava de madrugada com a sensação de que precisava fazer algo — servir, entregar-se — mas não sabia como.

Na escola, via colegas perdidos em brigas e vícios, e pensava:

“Será que é aqui que devo agir?”

No bairro, observava idosos solitários e crianças sem esperança, e se perguntava:

“Será que é com eles que devo estar?”

No fundo, Lucas só queria ouvir claramente:

“Eis-me aqui, Senhor.”

Mas o silêncio parecia ser a única resposta.

Certa noite, entrou em uma pequena igreja de portas abertas.

O pastor pregava sobre Samuel, o menino que respondeu ao chamado de Deus sem compreender de início.

Lucas se reconheceu naquela história. Ao final, aproximou-se e perguntou:

— Pastor, como eu posso servir a Deus se não sei o que Ele quer de mim?

O pastor sorriu e respondeu:

— Servir começa no simples. Ouvir, ajudar, amar. Deus revela o caminho enquanto você caminha. Não espere uma voz audível todos os dias; às vezes, o chamado vem através das necessidades ao seu redor.

Naquela madrugada, ajoelhado ao lado da cama, Lucas murmurou:

— Senhor, eu quero servir-Te, mas não sei como. Mostra-me o caminho.

E no silêncio, uma voz suave em sua consciência respondeu:

— Filho, não procures grandes feitos. Eu me revelo nos pequenos gestos.

Lucas hesitou:

— Mas e se eu errar? E se eu não souber se é realmente o Senhor que fala comigo?

— Samuel também não reconheceu minha voz na primeira vez. O chamado não é sobre perfeição, mas sobre disposição.

Essas palavras ecoaram dentro dele como se fossem gravadas no coração.

No dia seguinte, ao ver uma colega chorando sozinha no pátio da escola, Lucas se aproximou.

— Você está bem? — perguntou.

Ela apenas balançou a cabeça. Lucas não tinha respostas prontas, mas ofereceu companhia.

Naquela noite, voltou a orar:

— Senhor, foi isso que o Senhor quis? Apenas estar presente?

— Sim, filho. Quando você ama, você me serve.

Dias depois, Lucas compartilhou suas experiências com o pastor:

— Eu sinto que estou servindo, mas ainda é tão pequeno…

— Não subestime o pequeno, — disse o pastor.

— O Reino de Deus é feito de sementes que crescem em silêncio.

O diálogo com Deus se repetia em diferentes momentos: ao ajudar a carregar as compras da vizinha idosa, ao ouvir o desabafo de um amigo, ao dedicar tempo às crianças da comunidade.

Cada gesto simples era confirmado em oração:

— Senhor, é isso?

— É isso. Continue.

Até que um dia, cansado de suas próprias inseguranças, Lucas disse em lágrimas:

— Senhor, eu não tenho nada de grandioso para oferecer. Só tenho a mim mesmo.

E a resposta veio clara, como se fosse um abraço invisível:

— É exatamente isso que Eu quero.

Usa-me.

Fonte: (Biblia; IA Copilot)

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"Graça e Paz!"
Toni Campos

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