17-Jun-2023
By: Biblia em Bytes
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O PRIMEIRO SÉCULO D.C.
Não se sabe quando as palavras do Senhor (At 20.35 e I Co 7.10) foram registradas por escrito pela primeira vez. Porém, em mais ou menos 58 D.C., quando Lucas escreveu seu Evangelho, muitos já haviam empreendido esta tarefa (Lc. 1.1). Pode ser que a Epístola de Paulo aos Gálatas fosse escrita tão cedo como em 49 D.C. É claro que a Epistola foi escrita antes de sua morte em 62 D.C. e as outras Epístolas de Paulo e Pedro, antes da morte deles, na época de 68 D.C. A maior parte do Novo Testamento já estava escrita antes da queda de Jerusalém em 70 D.C. O Evangelho e as Epístolas de João, e o Apocalipse, certamente foram completadas antes do fim do primeiro século.O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO E OS PAIS DA IGREJA
Escritores "evangélicos" no fim deste mesmo século mostram que conheciam os evangelhos e epístolas. A atitude dos cristãos em face das normas da doutrina cristã que encontramos no fim da época apostólica (isto é, mais ou menos em fins do século I d.C.) podem ser encontradas no princípio da era pós-apostólica, principalmente na fase mais antiga dos pais apostólicos.
150-200 D.C. - Traduções e comentários do Novo Testamento Neste período a Igreja de Cristo
se expandiu e desenvolveu-se. Com a inclusão de homens de novas raças e grande
capacidade, os eruditos fizeram traduções das Escrituras em outras línguas.
Remontam a este tempo a velha versão latina para o povo da África do Norte e
a versão Siríaca para o povo do Oriente Médio. Começaram a aparecer comentários.
Houve por exemplo, o Comentário sobre os oráculos do Senhor, da autoria de Papias
(140). Um comentário sobre o Apocalipse, da autoria de Melito (165). Pouco depois,
Tatião escreveu o DIATESSERON, ou Harmonia dos quatro evangelhos, que se reconheciam
como possuidores de autoridade única. Ao fim do século, Clemente de Alexandria
escreveu seus Esboços, que é um comentário em 7 volumes sobre os livros do Novo
Testamento, que incluía todos os livros do Novo Testamento, mais a epístola
de Barnabé e o Apocalipse de Pedro (que foram excluídos do cânon).
200 - 300 - Colecionam-se e separam-se os livros do Novo Testamento ORÍGENES, é um erudito da época, era
tão trabalhador que se diz que empregou 7 estenógrafos que revezavam no trabalho
de registro do que ditava, além de 7 copistas e outros que ajudavam na parte
de secretaria. Redigiu ele do texto do Novo Testamento, defendeu sua inspiração,
escreveu comentários ou discursos sobre a maioria dos livros.
TERTULIANO (cerca de 200) foi o primeiro a chamar a coleção que temos de "Novo Testamento", assim
colocando-a ao mesmo nível de inspiração como os livros do Velho Testamento.
BIBLIOTECAS se formaram em Alexandria, Jerusalém, Cesaréia, Antioquia, Roma
e ainda outras cidades, das quais a parte mais importante consistia em manuscritos
e comentários das Escrituras.
300 - 400 - O cânon bem estabelecido Vários fatores contribuíram para tornar importante a distinção
entre livros canônicos e outros livros não canônicos. Alguns dos fatores eram:
a) - A coleção num só livro dos livros inspirados.
b) - Serem reconhecidos estes livros com a autoridade da fé cristã.
c) - O aumento das heresias e falsa doutrina.
Antes do fim do quarto século, todas as Igrejas tinham reconhecido o cânon do Novo
Testamento, como o temos hoje. Eusébio, conta até que ponto o assunto
do Cânon chegara a seu tempo (316 d.C.).
1) - Aceitos universalmente - Os 4 evangelhos, Atos, Epístolas de Paulo (incluindo
Hebreus), I Pedro, I João e Apocalipse.
2) - Disputado por alguns - Embora admitidos pela maioria e pelo próprio Eusébio, Tiago,
II Pedro, II e III João, Hebreus e Judas.
3) - Não genuínos - Atos de Paulo, Didache (ensinos dos Apóstolos), o Evangelho
dos egípcios, o Evangelho de Tomé, o Evangelho das basilidas, o Evangelho
de Matias e o Pastor de Hermes.